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Uma grande expectativa

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O mundo e o Brasil acompanharam os sintomáticos últimos dias para retratar uma nova tendência mundial, praticamente uma revolução sobre o que será o novo grupo de forças que se desenha. Analistas voltados para os mercados emergentes destacaram esse movimento, apontando que o significado das visões nítidas e contrastantes da política econômica do presidente chinês Xi Jinping e do presidente dos EUA, Donald Trump "marcam o momento em que a China assumiu formalmente o manto da 'América' como o líder mundial em questões econômicas".


Esta mudança já estava no radar desde 2008/2009, com a China se preparando há anos com reformas agressivas, mesmo em detrimento de um crescimento mais lento. Por outro lado, apontam, "os Estados Unidos e outras economias desenvolvidas inexoravelmente em direção a uma onda de miopia, negligência de reformas, emissões de dívida e, ultimamente, uma guinada para o nacionalismo econômico. E assim finalmente chegando ao inevitável ponto de virada, quando a China formalmente assumiu a América como líder mundial em questões econômicas".


O discurso de posse do presidente Donald Trump, em que afirmou que o "protecionismo levará a uma grande força e prosperidade" de um grau chocante de analfabetismo econômico, atesta "sua visão sombria, defensiva e atípica americana de pessimismo, uma abdicação de fato do papel antigo da América como líder mundial. Em contrapartida, a mensagem do presidente Xi Jinping em Davos enunciou uma agenda positiva e ambiciosa de abertura e apoio à globalização com as palavras 'a proteção é como trancar-se em um quarto escuro'".


Nesta ultima semana de janeiro, início de fevereiro o cenário aponta uma agenda recheada de eventos e de forte impacto. Na terça-feira (31) será divulgado os dados de desemprego da Pnad Continua. O que se espera é que a sazonalidade favorável do final do ano tende a impedir altas mais expressivas da taxa de desocupação, que deve ficar no trimestre encerrado em dezembro próximo do trimestre encerrado em novembro.


O principal dia da semana será a quarta-feira (1), que tem quatro grandes eventos agendados, incluindo a reunião do órgão de controle econômico da China (Fomc). A expectativa é de manutenção dos juros, mas com maiores sinalizações sobre os efeitos de Trump na economia. Na mesma data ainda serão apresentados os dados do ADP de empregos no setor privado, além do PMI da China (que será apresentado mesmo com os mercados fechados). Na quinta é importante ficar de olho nos dados de inflação no Brasil, como o IGP-M, que devem ajudar a entender melhor o movimento recente de queda da inflação. Além disso, ele destaca os dados de produção industrial. Para completar, a sexta-feira contará com Relatório de Emprego nos EUA, logo após a decisão da taxa de juros. 


Em Brasília dois eventos importantes acontecem no Congresso na volta do recesso. O primeiro, na quarta-feira (1) será a eleição para presidente do Senado, em que Eunício Oliveira (PMDB-CE) é favorito. No dia seguinte será a vez da Câmara dos Deputados, que tem o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ganhando força para a disputa. Atenta-se a importância sobre a postura que tomará a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, sob a homologação dos delatores da Odebrech, nos procedimentos da operação “Lava a Jato”.


Todas essas questões rebatem em Camaçari, tanto no aspecto econômico como político por sua renda ser composta de produtos de exportação, naturalmente em momento que o prefeito Antonio Elinaldo completa um mês de mandato e tais cenários tendem a orientar o planejamento de gestão local e definição de ação a serem determinadas. 
 
Adelmo Borges

Por: Portal Abrantes

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