O julgamento dos três acuados pelo assassinato da cantora gospel Sara de Freitas, que estava marcado para a manhã desta terça-feira (25/11), no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, foi adiado. A defesa dos réus abandonou o plenário alegando falta de estrutura e segurança do local.

Em entrevista, o advogado Otto Lopes pontuou que o Fórum não apresentava nem estrutura física e nem de segurança para um julgamento de grande repercussão, em um processo que deveria durar dois a três dias. “São mais de 11 advogados constituídos e não tinha sequer uma bancada defensiva. O próprio Ministério Público estava de pé, ao lado de onde os jurados se sentariam, que feriria a imparcialidade do julgamento", disse.
Os advogados de defesa pediram que o julgamento seja realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os três denunciados chegaram no fórum em uma viatura da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), sendo chamados por familiares de Sara e por populares de "assassinos" e "covardes".
De acordo com o promotor do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Aldo Rodrigues, a realização do julgamento no Fórum em Dias d’Ávila já estava previamente agendado, e somente hoje os advogados de defesa contestaram o local. “Eles já sabiam há muito tempo que teríamos o julgamento neste local. Tentou-se outros locais, mas o que enxergo é uma completa deselegância e falta de respeito com o Poder Judiciário, a população de Dias D'Ávila e com os próprios réus, que se encontram presos", afirmou.
A mãe de Sara Araújo, a senhora Dolores Freitas desabafou sobre o adiamento, e disse que se justiça do Brasil tivesse pena de morte, era o que Ederlan Mariano merecia pelo assassinato de sua filha. “Para que ele sentisse na pele o que minha filha passou".
Um nova data ainda será agendada.
Relembre o caso
Sara foi assassinada em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho, em Dias d’Ávila. O crime teria sido premeditado, e a morte encomendada por motivação financeira.
Ederlan Santos Mariano teria gastado R$ 2 mil na morte de sua esposa.
R$ 900,00 para Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, executar a vítima e responsável pela ocultação do cadáver.
R$ 500,00 para Victor Gabriel de Oliveira, que segurou Sara para que Weslen Pablo, o Bispo Zadoque, a matasse. Também participou da ocultação do cadáver.
R$ 400,00 para Gideão Duarte transportar Sara para encontro dos executores, e dos mesmos para a casa de Ederlan após o crime. Ele ainda retornaria ao local com os executores para a queima do corpo de Sara.
R$ 200,00 para o "cantor Davi Oliveira”, por saber do plano, mesmo não tendo participado da execução.





Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar