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O preço do caos viário e da falta do planejamento urbano

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A região de Abrantes e seus arredores enfrenta desafios graves relacionados ao sistema viário, reflexo de um planejamento urbano precário ou inexistente. Ruas estreitas, muitas vezes sem acostamento, sem locais adequados para estacionamento e sem sinalização eficiente, transformam-se em um verdadeiro caos   , especialmente nos horários de pico. A ausência de ciclovias demonstra o descaso com as necessidades de milhares de moradores que utilizam bicicletas como meio de transporte para o trabalho ou lazer. Esses ciclistas enfrentam diariamente o risco de acidentes ao dividir vias de maneira insegura com veículos motorizados.

O problema é agravado pela inexistência de um sistema eficaz de drenagem de águas pluviais, que torna as ruas intransitáveis em períodos de chuva e impacta diretamente a qualidade de vida da população. Além disso, a ocupação desordenada de vias públicas por food trucks e barracas nas proximidades de condomínios cria uma situação crítica: esses estabelecimentos ocupam calçadas e trechos da rua, forçando pedestres a caminhar pelo meio das vias, dividindo espaço com carros e aumentando o risco de atropelamentos. O trânsito desorganizado, sem fluxo e contrafluxo definidos ou sinalizações horizontais e verticais adequadas, agrava ainda mais o cenário.

A Via Parque, que liga a Vila de Abrantes a Jauá e corta o Parque das Dunas, uma área de preservação permanente, apresenta outro grave problema. O local tem se transformado em um lixão a céu aberto. A falta de manutenção torna a via insegura, favorecendo a ocorrência de assaltos. Além disso, veículos de pequeno porte precisam dividir espaço com caçambas que frequentemente invadem as dunas e retiram areia ilegalmente, sem quase nenhuma fiscalização.

Outro ponto crítico é a Estrada do Coco, principal rodovia da região. Os engarrafamentos são constantes, e a infraestrutura é insuficiente para atender à demanda crescente da população e da circulação.  O trecho que corta Abrantes , possui apenas três passarelas: uma “provisória”, instalada em Catu de Abrantes desde 2018; outra na entrada da Vila; e a terceira, que dá acesso ao Outlet, todas carecem de manutenção, segurança e iluminação. A inexistência de mergulhões ou viadutos, somada aos retornos distantes e à falta de iluminação adequada, contribui para o alto número de acidentes envolvendo veículos, pedestres e motociclistas, que muitas vezes precisam atravessar a rodovia de forma perigosa e improvisada.

A ausência de planejamento, do sistema viário, na região não apenas compromete a mobilidade urbana, mas também coloca em risco a segurança e a vida de seus habitantes. Sem investimentos essenciais, como a implantação de ciclovias, sistemas de drenagem, passarelas, viadutos e sinalização eficiente, uma área em pleno crescimento populacional e econômico permanece refém do descaso, impedindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida.

E você, o que acha das vias em Abrantes? Quais soluções poderiam melhorar esse cenário? Deixe sua opinião e participe do debate!

Por: Jaílce Andrade

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