O Portal entrevistou o Dr. Thiago Bianchi, uma figura conhecida em Camaçari e bastante presente nas redes sociais, em especial por suas orientações, dicas e atualizações sobre as novas regras do processo eleitoral de 2024. O advogado deixou recentemente a presidência da Comissão Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Camaçari, por se sentir “desprestigiado” no cargo.
“Uma função que exerci desde o início dessa gestão atual, mas por motivos particulares, por motivos de foro íntimo me senti de certa forma, desprestigiado, mesmo à frente dessa comissão importantíssima, principalmente nesse ano em que estamos vivenciando o processo eleitoral. E eu partilho muito daquele velho jargão popular que ‘Uma andorinha só não faz verão’, por mais vontade que você tenha, por mais intento que você queira fazer as coisas acontecerem, é necessário que você tenha um respaldo, você tenha um apoio, você tenha um suporte, para que essas ações, para que essas condutas possam efetivamente sair do papel e se transformar em realidade para que o destinatário final, principalmente que os advogados, possam sentir os efeitos dessas medidas que a gente tentou implementar”, explicou Dr. Thiago Bianchi.
Sobre sua passagem pela comissão, Dr. Bianchi destacou a realização do 1º Congresso de Direito Eleitoral da Bahia, na Assembleia Legislativa. “Então, você vê a magnitude de um evento como este, onde tivemos a presença de profissionais renomados do Brasil inteiro fazendo parte, mas infelizmente, por questões diversas, não houve a manutenção desse apoio da diretoria atual quanto a condução dessa comissão, que optou por seguir um outro caminho que não é o mesmo que eu comungo, que eu tenho como ideal para Camaçari, e diante dessas incongruências, dessas adversidades, preferi me afastar das funções de presidente. Renunciei ao cargo para que também pudesse ser oxigenado e desejando obviamente que aquele, ou aquela, que vier me substituir, possa ter esse respaldo, esse suporte que eu não tive na condição de trabalho”, ressaltou.
O ex-presidente salienta que faltou unificar a comunicação, principalmente interna. “Enquanto presidente de uma Comissão de Direito Eleitoral, visualizar ações dessa temática a serem realizadas sem a comunicação, não falo nem anuência, mas a comunicação, já que é uma Comissão temática criada com essa finalidade, mas infelizmente éramos surpreendidos com notícias nos veículos de comunicação sobre a realização dessas ações, sobre a realização de seminários, de palestras, com apoio da instituição, sem que a gente tivesse conhecimento de fato sobre a realização. Então, dentro dessa perspectiva, desse cenário, eu me senti desprestigiado, como já havia dito aqui, e nada melhor do que colocar a função de presidente a disposição para que outra pessoa alinhada com essa política, possa tocar com a comissão. Sempre desejando, obviamente, que os trabalhos sejam exercidos da melhor forma possível, que o direito eleitoral possa ter o mesmo efeito que nós tivemos no início, sendo protagonista dentro dessas comissões da instituição da OAB, que tem credibilidade”, finalizou.




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