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Santo Antonio de Jesus

Companheiro de Delegada assume que a matou enforcada após discussão

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Em depoimento nesta segunda-feira (12/08), na 37ª Delegacia Territorial (DT) da Bahia, o suspeito de matar a delegada Patrícia Neves Jackes Aires, admitiu que inventou a versão que os dois teriam sido sequestrados, e que ele foi liberado e ela levada. Tancredo Neves, companheiro da vítima, confessou ao lado da advogada, que "girou o cinto de segurança no pescoço dela" para se defender de supostas agressões durante uma discussão.

A declaração foi dada em audiência de custódia, em São Sebastião do Passé, onde o crime aconteceu. Tancredo Neves teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Entenda o caso

A delegada Patrícia Neves Jackes Aires foi encontrada morta no último domingo (11), dentro do próprio carro, em uma área de mata em São Sebastião do Passé. No primeiro depoimento, Tancredo relatou que por volta de meia-noite, os dois teriam saído da cidade onde a vítima morava, com destino a Salvador.

Após a praça de pedágio no município de Amélia Rodrigues na BR-324, Tancredo deu a versão que o casal foi abordado por três indivíduos em uma motocicleta, e que teriam sido vítimas de um sequestro, sendo obrigados a fazer transferência de dinheiro. Ele foi supostamente liberado às margens da rodovia e os criminosos seguiram no carro com a sua companheira.

A nova versão que estrangulou Patrícia foi contada após passar a noite detido e ter se arrepender do que fez. Ele contou que os dois saíram para beber em Santo Antônio de Jesus, e Patrícia ficou alcoolizada, decidido que iria viajar para Salvador com o objetivo de comprar roupas.

Tancredo disse que Patrícia "nunca saía armada e na noite do ocorrido não foi diferente", no entanto, já havia sido ameaçado com arma de fogo, e que ela perdia o controle emocional com frequência. Ela teria ameaçado de morte ele, a família e filha dele.

Ainda de acordo com Tancredo, ela puxou o volante do carro, provocando a colisão contra uma árvore, quando em seguida começou a bater no companheiro, que enrolou cinto de segurança no pescoço dela, com o objetivo de paralisá-la e não de matar. O homem disse que ao perceber que ela estava desacordada, chamou a polícia.

Outra ocorrência

Tancredo chegou a ser preso em flagrante em maio deste ano por agressão contra Patrícia. Ela retirou a medida protetiva de urgência que pediu contra ele, que foi liberado por decisão judicial. O casal se reconciliou em seguida.

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