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Fumacê é um absurdo! 

A eficiência do fumacê sobre os insetos em voo, depende diretamente da velocidade dos ventos. Não mata os mosquitos alojados nas residências embaixo de mesas, cadeiras, camas, cortinas entre outros locais.

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O incômodo causado pela picada de mosquitos, representado pela sensação de coceiras, pelo zunido das fêmeas a procura do sangue humano para maturação dos ovos e sequência ao ciclo de vida é indiscutível.

 Acrescente-se a possibilidade de transmissão ao ser humano de doenças causadas por vírus, a exemplo de dengue, zika, malária, chikunghunya etc., consideradas sério problema de saúde pública.

 Utilizar o fumacê para controlar mosquitos em geral e o mosquito da dengue no particular, é um absurdo. É ineficiente, não é específico, mata qualquer inseto voando, inclusive benéficos como as abelhas, importantes na polinização das plantas, os inimigos naturais.

  Atualmente, já existem medidas de controle de insetos sem agressão ao meio ambiente, com foco sobre o ciclo de vida, como por exemplo o desenvolvimento de populações macho-estéril, inclusive para o mosquito da dengue.

A eficiência do fumacê sobre os insetos em voo, depende diretamente da velocidade dos ventos. Não mata os mosquitos alojados nas residências embaixo de mesas, cadeiras, camas, cortinas entre outros locais.

 O fumacê não atinge os focos ou criadouros de mosquitos, representados por recipientes de diversas formas com água acumulada, como por exemplo, coco verde usado, piscinas, vasos de plantas, fossas ou sumidouros, onde as fêmeas chegam a colocar até 500 ovos, durante o ciclo de vida, como por exemplo fêmeas adultas do mosquito da dengue.

 Outro fato importante a ser considerado é o desenvolvimento de populações de mosquitos resistentes causado pelo uso frequente de veneno, também conhecido por agrotóxico, inseticida, ou pesticida no fumacê.

 O uso do fumacê, apesar dos riscos existentes, poder ser admitido como medida complementar, esporádica para reduzir populações de mosquitos adultos, comprovadamente om alta infestação de vírus.

 Em resumo, o fumacê não controla a população de insetos, interferindo ou interrompendo o ciclo de vida, por ser ineficiente sobre os focos ou criadouros. Apenas contribui para poluir o ambiente com substâncias cancerígenas para os animais, provavelmente ao homem, prejudicando a sustentabilidade ambiental, tão desejada no mundo inteiro.

 O controle de focos potenciais ou criadouros é a medida mais adequada ou conveniente ambientalmente para o controle de mosquitos, considerando que interfere ou interrompe fase do ciclo de vida dos mosquitos. O uso de raquetes energizadas, produtos domissanitários, repelentes, inclusive espécies vegetais são mais eficientes e adequadas do ponto de vista ambiental.  

 Evitar ou eliminar qualquer possibilidade de acúmulo de água em embalagens, sacolas plásticas, vasos com plantas, caixas d’água etc., locais importantes para a fêmea realizar a postura, para eclosão das larvas até a fase adulta, é de real importância para a redução desses insetos indesejáveis para o ser humano, pelas razões já consideradas.

Faço certeza que este “paper” vai servir de importante alerta para suspender a aplicação de fumacê, medida de controle ineficiente com sérios impactos negativos para o meio ambiente e para bem-estar da população residente e turística

 Em 20 de agosto, cada ano, é comemorado o Dia Mundial do Mosquito, oportunidade ímpar para alertar a população sobre a importância dos mosquitos, desenvolvendo campanhas para conscientização, visando o controle ambientalmente adequado.

 Também, não é demais sugerir, que todo dia seja considerado o Dia do Mosquito, devido sua importância para a saúde pública, devendo-se adotar todas orientações das secretarias de saúde, emanadas pela vigilância sanitária.  

 Enfim, o fumacê como medida de controle de mosquitos, é proibida pelo Ministério da Saúde. E, por se tratar de impacto ambiental negativo, as praias brasileiras com outorga de selo internacional Bandeira Azul, poderão se prejudicar na renovação ou ter o selo cassado, se comprovado alguma prática prejudicial ao meio ambiente. O fumucê não foge à regra.

 
 

Por: Paulo Chiacchio Engenheiro Agrônomo

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