Em recente pesquisa no Google fui surpreendido com a longevidade de alguns espécimes vegetais localizadas em diversos países, inclusive no Brasil. O fato, aguçou e determinou a decisão de informar com base nas referências da National Geographic, Wikipedia e Revista Cassas e Jardins da Globo endereços eletrônicos citados neste artigo, respectivamente.
Não se suprendam com o número de milênios de vida dessas árvores. Sem dúvida nenhuma, a longevidade dessas plantas é objeto de divulgação, trata-se de uma excepcionalidade da natureza, digna de registro no Livro Guiness de Recordes (Guiness Book).
A idade das plantas é calculada cientificamente pelo método denominado dendrocronologia, consistindo em determinar o número de anéis do tronco, parâmetro de maior aceitação para estimar o tempo de vida de uma árvore.
Patriarca da floresta é um jequitibá-rosa do Parque Estadual do Vassununga, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo. A idade é controversa, estimada em mais de três milênios. Segundo a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz” (ESALQ), 580 anos é sua real idade, calculada com base nos anéis de crescimento. Possui 40 metros de altura, diâmetro de 3,6 metros, circunferência de 11,3 metros. As raízes alcançam até 18 m de profundidade. A árvore pesa 264 toneladas brutas.
Llangernyw Yew é a denominação de um teixo (Taxus baccata), árvore europeia rara e ameaçada de extinção, localizada no pequeno cemitério da vila de Llangernyn, no País de Gales, reino Unido, onde existe um exemplar vivo com idade estimada de 4 mil anos, 10,75 m de circunferência. Há relatos que foi plantada durante a Idade do Bronze e continua crescendo.
Sarv-e Abarqu, é denominação a um cipreste localizado na província de Yazd, no Irã. Apesar de não possuir a idade cientificamente comprovada, estima-se que a árvore tenha pelo menos 4 mil anos, configurando-se como o ser vivo mais antigo da Ásia. Esse milenar exemplar é protegido pela Organização Cultural do Irâ como monumento natura nacional. É o ser vivo mais antigo da Ásia.
Gran Abuelo o bisavô, é a denominação de um cipreste-da-patagônia (Fitzroya cupressoides), localizado no Parque Nacional Alerce Costero, situado no sul do Chile. Foi descoberto em 2020, supostamente a mais antiga árvore viva com mais de cinco mil anos. Destaque-se que o climatologista Jonathan Barichivih, conseguiu contar os anéis de crescimento até 40% do diâmetro do caule, estimando em 2.400 anos. A partir desse dado, foi estimado em 5.484 anos a idade. Essa previsão não é reconhecida pela comunidade científica em função do método utilizado. Como muitas plantas apresentam o núcleo apodrecido, estimar a idade pelo método preditivo, ainda é uma possibilidade.
Matusalém é denominação de um pinheiro (Pinus longaeva), com 4.853, considerado o exemplar vegetal vivo mais antigo. Supostamente, localizado na Grande bacia do Cevada, Califórnia, Estados Unidos. A verdadeira localização é mantida em segredo para garantir sua segurança. Com a idade prevista para o cipreste-da-patagônia, Gran Abuelo, 5.484 anos, é uma ameaça para considerar o Matusalém continuar ser a árvore mais antiga do mundo.
O segredo para longevidade do Matusalém está na sua capacidade de viver num habitat com temperaturas baixas, congelantes e solos áridos. Os galhos são retorcidos, sem risco de quebra. O sistema radicular, mesmo com a morte de raízes, permite continuar seu crescimento.





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