O Dia Nacional da Caatinga, cada ano, é celebrado em 28 de abril, conforme decreto presidencial de 23 de agosto de 2003, cabendo ao Ministério do Meio Ambiente fixar os programas e instruções para as comemorações.
A palavra Caatinga tem origem na língua tupi - ka’a significa mata e tinga branca, devido a tonalidade predominante na paisagem, formando imensa “mata branca” ou “floresta branca” nos períodos secos. É o único Bioma estritamente brasileiro, portanto, não encontrado em nenhum outro país, característico das regiões do Sertão e Agreste brasileiros.
A perda de folhas, da maioria espécie de plantas no clima semiárido é de grande importância para reduzir a perda de água pela evapotranspiração, importante mecanismo de resistência à seca, acrescido pelas importantes transformações morfológicas das plantas, a exemplo de raízes longas, caules carnudos, folhas pequenas, reduzidas a espinhos ou cobertas de pelos.
A riqueza da caatinga é ignorada por muita gente, mas essa paisagem brasileira de extremos, é cheia de vida e tem muito a ensinar ao homem sobre resiliência e adaptação às mudanças do clima.
Apesar do bioma caatinga apresentar variações significativas no nível pluviométrico, o tipo de solo, relevo, ser um cenário de extremos, intercalado com pequenos períodos de chuvas intensas e fortes, uma riquíssima biodiversidade e uma população com muita vivência para ensinar ao homem sobre resiliência e a capacidade de adaptar e conviver com as mudanças climáticas, resultantes das atividades antrópicas.
A origem do Bioma Caatinga carece de muitas pesquisas. Os dados existentes são conflitantes, razão pela qual sua história mais razoável possível com altas taxas de endemismo e de espécies ameaçadas, conforme mais de 57% em alguns dos grupos estudados e é a região menos amostrada do Brasil, na qual a maioria das espécies ainda não foram descritas. Estima-se em 740 mil anos
Ocupa uma área de 1.037.000 km², representa mais de 12% do território nacional, o número de habitantes corresponde de 12% da população brasileira e 63% da população nordestina, o que, por si só, já demonstraria a importância do estudo desse bioma. é a região menos amostrada do Brasil, considerando que a maioria das espécies ainda não foram descritas.
A Caatinga brasileira ocorre em Alagoas Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão, Pernambuco, Sergipe, e norte do estado de Minas Gerais, visto como seco e sem vida por muitas pessoas. É considerado o bioma semiárido com maior diversidade biológica do planeta Terra.
A vegetação da Caatinga é constituída por cerca de 5.311 espécies de plantas, portanto, não é homogênea, devido diversidade de espécies, denominada fitofisionomia (fito = planta e fisionomia = aparência), comumente chamada de caatingas, no mínimo, 1.547 são endêmicas, segundo o IBGE. Saliente-se o acervo de plantas medicinais existente nas caatingas.
Quanto as diversas fitofisionomias encontradas nas caatingas são denominadas:
• Caatinga arbórea: verdadeira caatinga dos povos indígenas tupi com espécies vegetais altas com até 20 metros de altura.
Caatinga arbustiva: com plantas de até 8 metros de altura (cactáceas, bromélias etc.).
• Mata seca: constituída pelas plantas de encosta que perdem menor número de folhas.
• Carrasco: arbustos de caules finos, tortuosos do oeste da Chapada da Ibiapaba e ao sul da Chapada do Araripe.
A fauna também é bastante diversificada. É composta por animais adaptados para superar os períodos de estiagem, ou seja, consumir alimentos disponíveis, fazer migrações sazonais para locais mais úmidos, aceleram o ciclo reprodutivo durante as chuvas ou entram em estado de dormência no período seco.
Quanto a diversidade a população animal das caatingas é constituída;
• Peixes: estima-se em 240 espécies, das quais, 25 fazem a postura de ovos e 136 endêmicas.
• Anfíbios: são conhecidas 49 espécies, das quais, cerca de 15%, endêmicas.
• Répteis: cerca de 116 espécies, das quais,
10 de anfisbenídeos (lagarto sem pata), 47 lagartos, 52 serpentes, 4 quelônios e 3 crocodilianos.
• Aves: são conhecidas 510 espécies de aves registradas, sendo cerca de 1/3, endêmicos. A ararinha azul é considerada o animal símbolo das caatingas (Foto).
• Mamíferos: As caatingas contam com 148 espécies de mamíferos, sendo 10 endêmicas.
Os solos são ricos em nutrientes, devido a baixa lixiviação, consequente por longos períodos sem chuvas. Quanto a hidrografia, os rios intermitentes, ou sejam, água no leito só durante as chuvas, excetuando os rios São Francisco, Poti, Jaguaribe etc.
Na Bahia, o bioma ocupa uma área de 388.274 Km2, ou seja, 70% da área estadual, abriga uma população de 6.316.846 habitantes, correspondente a 68% do território baiano e 48% da população estadual, respectivamente.
No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa (Embrapa), implantou o centro de pesquisa dedicado ao estudo da região semiárida, denominado Embrapa Semiárido, em Petrolina, Pernambuco, diante do significado do bioma.
Além da Embrapa Semiárido, é de suma importância que as autoridades governamentais brasileiras implantem efetivamente a Política Nacional de Educação Ambiental e um sistema coercitivo de fiscalização para punir os agressores desse importante bioma, exclusivamente brasileiro.
“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja.”
Chico Xavier
"A natureza tem uma estrutura feminina: não sabe se defender mas sabe se vingar como ninguém"
Marina da Silva - Ministra do Meio Ambiente.
Mandacaru (Cereus jamacaru), cacto típico da Caatinga – Site Toda Fruta
Como a Caatinga secou?
A grande pergunta, entretanto, é: quando a Caatinga se tornou seca, adquirindo suas características atuais e gerando altas taxas de endemismo, tanto da flora quanto da fauna? Não sabemos quando determinados grupos faunísticos chegaram ao local e muito menos como era a região quando eles chegaram, o que abre caminho para a especulação.
Embora alguns autores afirmem que a Caatinga, como conhecemos, surgiu nos últimos 10 mil anos, essa afirmação é extremamente improvável, tendo em vista a enorme quantidade de espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Dessa forma, considerando as características climáticas e vegetais da área e mantendo a afirmação de autores como Malvezzi, de que a Caatinga é um bioma recente, pode-se teorizar que ela tenha surgido nos últimos, durante um dos oito períodos de glaciação que ocorreram nessa época. No decorrer de épocas glaciais, grande parte da umidade do planeta é retida nos polos, o que gera um ressecamento dos continentes e ,consequentemente, a retração de florestas. Esses eventos poderiam explicar, tanto a expansão amazônica para a área, quanto o surgimento de um clima semiárido na região.
Mapa relacionando épocas de glaciação com a expansão e retração de florestas (em verde) e desertos (em amarelo) – Por Oak Ridge National Laboratory. Adams J.M. & Faure H
Eventos mais recentes, como o surgimento do Saara há 2 mil anos, ou mais antigos, como o congelamento da Antártida e o aparecimento da Corrente Equatorial Sul, há 30 milhões de anos, também poderiam explicar parte do processo, mas a falta de estudos faz com que essas teorias sejam mera especulação no momento. Por enquanto, a teoria glacial parece, na minha opinião, a mais plausível.
Conclusão
A Caatinga é uma região socialmente e cientificamente negligenciada pelo resto do país. Mesmo com altas taxas de endemismo e de espécies ameaçadas, esse bioma continua sendo um dos menos estudados do país, sobretudo devido à falta de financiamento para esses estudos e à desvalorização de sua importância. O uso inadequado da água e do solo da região fazem com que 15% do seu território esteja ameaçado pela desertificação, enquanto apenas 53,62% ainda não foram desmatados. Menos de 1% da região está protegido em unidades de conservação, o que faz com que muitas espécies estejam ameaçadas antes mesmo de serem conhecidas.
O bioma Caatinga é a vegetação típica d as regiõesnordeste e extremo norte da região sudoeste brasileiras,
A Caatinga é caracterizada pelo clima e pela vegetação seca. Os solos desse bioma são pobres em matéria orgânica, e a maior parte dos rios locais são intermitentes. As espécies de animais e vegetais da Caatinga são altamente adaptadas ao clima semiárido.
A Caatinga é um bioma brasileiro cujo nome tem origem tupi-guarani, significando “floresta branca”. O significado do nome Caatinga remete a uma das principais características desse bioma, que são os troncos brancos da vegetação sem folhas durante a seca. A Caatinga apresenta um clima quente e seco e um solo raso e pedregoso, assim, a vegetação dessa região apresenta adaptações contra a perda de água, como a perda de suas folhas na seca e a presença de espinhos.
Dentre as espécies pertencentes à flora da Caatinga, podemos citar o mandacaru, o umbuzeiro e o juazeiro. Dentre as espécies pertencentes à fauna, podemos citar o gavião-carcará, o mocó e a arara-azul-de-lear. Algumas espécies pertencentes à Caatinga encontram-se em risco de extinção ou foram extintas, assim, são importantes medidas de preservação para esse bioma, que é o menos protegido do Brasil.
Esse bioma, exclusivamente brasileiro, possui grande importância em termos ambientais. Há diversas iniciativas de preservação desse bioma, que são confrontadas com impactos ambientais registrados localmente, como os desmatamentos e as queimadas.
Referência bibliográficas
https://www.acaatinga.org.br/sobre-a-caatinga/
Bioma Caatinga
BRASIL. Decreto de 20 de agosto de 2003. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/2003/Dnn9959.htm>. Acesso em: 22 abr. 2023.
CAATINGA. Disponível em:
<https://www.biologianet.com/ecologia/caatinga.htm>. Acesso em: 22 abr. 2023.
CAATINGA. Disponível em:
<https://escolakids.uol.com.br/geografia/caatinga.htm>. Acesso em: 22 abr. 2023.
CAATINGA. Disponível em:
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/caatinga.htm>. Acesso em: 22 abr. 2023.
A HISTÓRIA DA CAATINGA – CONHEÇA A ORIGEM DO ÚNICO BIOMA COMPLETAMENTE BRASILEIRO. Disponível em: <https://tunesambiental.com/a-historia-da-caatinga-unico-bioma-brasileiro/#>. Acesso em: 22 abr. 2023.
O MAIS BRASILEIRO DOS BIOMAS. Disponível em: < https://nossaenergia.petrobras.com.br/sustentabilidade/o-mais-brasileiro-dos-biomas/?gclid=CjwKCAjwl6OiBhA2EiwAuUwWZdQwdxxZJ63F8oRemNG2INvHMgYHXC_eu3TgE3-d7MxVo-8NhI-KfxoCxZMQAvD_BwE>. Acesso em: 26 abr. 2023.
PRESERVAÇÃO E USO DA CAATINGA. Embrapa Semi- Árido. – Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2007. 39 p.: il. – (ABC da Agricultura Familiar, 16).
Fórum é tema de reunião da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente da RMS
Foi realizado nesta sexta-feira (28/4), o 3º encontro com representantes da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente da Região Metropolitana de Salvador (RMS), no auditório da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur), para tratar da organização do I Fórum Regional de Fortalecimento dos Conselhos, que vai acontecer dia 16 de junho, no Teatro Alberto Martins.
De acordo com o assessor técnico do GTC, Antônio Pereira, o objetivo da reunião é dar formato ao evento, que vai acontecer em junho. “Hoje nós vamos definir os temas que as entidades irão debater, para que assim possamos contemplar todos os participantes. Já que o fórum é muito importante para Camaçari, porque tem um impacto social grande, além de fortalecer e dar dinâmica aos conselhos”, disse.
Presente na reunião, a conselheira tutelar, Tamires Vargas, ressaltou o trabalho do PPAC e o fortalecimento da rede de proteção. “É muito importante que o conselho esteja inserido nesses momentos, porque tudo que se tratar de políticas voltadas para a infância e a juventude tem que ser prioridade. Porque o objetivo é fortalecer a rede, acredito que esse projeto de amparar e trazer todo mundo para perto é valido”, disse a conselheira da sede.
Representando o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Marcos Santana, que esteve no encontro, parabeniza a realização do fórum. “É o momento de fortalecer as energias para concentrar e compartilhar informações que possam nos ajudar a compreender e a solucionar questões com as nossas crianças e adolescentes”, pontuou.
O encontro, que foi realizado pelo Grupo de Trabalho Coordenador (GTC) da 7ª edição do Programa Prefeito Amigo da Criança (PPAC), teve a participação de representantes dos conselhos tutelares da sede e da costa.
Foto: Jean Victor
Renato Piaba apresenta espetáculo no Teatro Cidade do Saber
O humorista Renato Piaba retorna a Camaçari trazendo o show “Doutor Piaba - O Retorno”, espetáculo que comemora o sucesso histórico que foi esta produção nos anos 2000. A apresentação, que conta com patrocínio da Secretaria da Cultura (Secult), será no Teatro Cidade do Saber, no dia 26 de maio, às 19h30.
A apresentação promete muito humor, irreverência e histórias do cotidiano de médicos plantonistas, além de trazer o depoimento e perrengues de paciente de uma emergência. A grande novidade é a participação da enfermeira Piabete, personagem de grande sucesso interpretado pelo humorista.
Renato Piaba completa 28 anos de uma carreira de muito sucesso, com 25 espetáculos autorais lançados e uma média de 150 shows ao ano. O baiano foi finalista do quadro “Quem Chega Lá”, do programa televisivo Domingão do Faustão, tem mais de 1 milhão de DVDs vendidos e chega aos 65 anos de vida eleito como o quinto maior influencer da Bahia (2021/2022).
Os ingressos para Doutor Piaba - O Retorno custam R$ 35 e podem ser adquiridos pelo sita http://www.deubalada.com ou nas lojas Tindico, Sargo, Banca Santo Antônio e Helloa Joias. A classificação indicativa é livre.
Mais informações podem ser adquiridas pelo telefone (71) 98395-2043 ou e-mail: [email protected].
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