Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
Traduzir:

Dia Nacional da Botânica

Decreto nº 1.147, de 24 de maio de 1994, Instituiu o Dia Nacional da Botânica, declarou a palmeira brasileira Carnaúba, planta símbolo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.

O art. 1º, do Decreto nº 1147/1994, diz: “Fica instituído o dia 17 de abril como Dia Nacional da Botânica, em homenagem às comemorações dos 200 anos do nascimento de Carl Friedrich Phillipp von Martius, botânico, naturalista consagrado como Pai das Palmeiras”.
O cientista botânico homenageado, nasceu a 17 de abril de 1794, foi o grande responsável por relevantes pesquisas no mundo, a partir das quais foi publicado, uma ferramenta de grande relevância para os estudiosos da Botânica brasileira, como ciência, a Flora Brasiliensis, muito utilizada para as pesquisas relacionadas com plantas, produzida entre os anos 1840 e 1906, por von Martius com a colaboração de August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban e a participação de 65 especialistas de vários países.
O botânico naturalista alemão von Martius chegou ao Brasil em 1817, integrante da comitiva de intelectuais da Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Durante os 03 anos de permanência no solo brasileiro, percorreu 10 mil km, coletou e posteriormente, descreveu 22.767 espécies de plantas brasileiras catalogadas até o início do século XX, conteúdo da obra Flora Brasiliensis. 
Botânica vem do grego botané, significa “planta”, como ciência é uma extensão da Biologia com a finalidade principal de estudar o Reino Plantae, ou seja, o  estudo dos vegetais, incluindo também as algas e fungos.
A Botânica com ciência, data entre 317 a 287 AC, com os primeiros estudos relacionados aos vegetais. O filósofo Theophrastus é considerado o pai da Botânica, marco inicial da identificação dos vegetais, ou seja, iniciou com a separação dos seres vivos em dois grupos, a partir da similaridade de características dos seres vivos: Reino Animal e Reino Vegetal.: 
 Tudo começou nos tempos antigos, época em que os naturalistas separavam os seres vivos em basicamente dois grupos. Na Grécia antiga, entre 317 e 287 anos A.C., que surgiram os primeiros estudos relacionados às plantas. Assim, o filósofo Theophrastus, pai da botânica, definiu o marco inicial da Botânica como ciência com a publicação das obras: “História das Plantas” e “Sobre as causas das plantas”. 
Theophrastus propôs além da divisão do reino vegetal em quatro grupos de plantas: árvores, arbustos, tubérculos e ervas, ainda em sua trajetória, o filósofo abordou outras temáticas, a exemplo de cultivo, propagação, germinação, e a compreensão sobre monocotiledôneas e dicotiledôneas; angiospermas e gimnospermas.
O naturalista alemão Otto Brunfels é o precursor da Botânica moderna. Ao longo dos anos com os estudos, publicações, trabalhos científicos, livros, entre outras iniciativas, a exemplo de conferências científicas, assim como na criação de herbários e jardins botânicos, a Botânica como ciência evoluiu. A criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro no Brasil, constiue-se o como um dos marcos mais importantes do país.
A Botânica atual engloba diversas áreas do conhecimento a saber, segundo https://matanativa.com.br/dia-nacional-da-botanica/:

•    Anatomia vegetal: ciência voltada para o estudo da organização das células, tecidos e órgãos das plantas.
•    Fisiologia vegetal: ramo centrado em estudar as funções internas das plantas. Em outras palavras, por meio deste estudo faz-se possível compreender os processos de fotossíntese, respiração, nutrição e transpiração, estes que estão intrinsicamente atrelados a manutenção da vida dos vegetais.
•    Morfologia: parte da botânica voltada para o estudo da forma e da estrutura das plantas.
•    Taxonomia e sistemática vegetal: área da botânica que visa agrupar as plantas de acordo com suas características dentro de um sistema.
•    Etnobotânica: estuda a relação entre as plantas e o homem, isto é, quais os benefícios que as plantas oferecem para os mesmos.
A comemoração do Dia Nacional da Botânica reveste-se de grande instrumento de educação ambiental para destacar a importância dos vegetais, superiores ou inferiores, mono ou dicotiledôneas, angiosperma ou gimnosperma para a conservação e preservação do meio ambiente.
Muito mais que o valor ambiental, os vegetais possuem importância cultural, religiosa, social e econômica, oferecem  diversos produtos:  madeireiros ou não madeireiros, ou seja, as plantas e seus derivados regulam a temperatura, o regime hídrico, mantem o regime de chuvas, arborização urbana, alimenta animal e o ser humano, uso em fins medicinais, farmacêuticos, estéticos, dentre outros.
“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem.” 

Monteiro Lobato
 

Por: Paulo Chiacchio: Engenheiro agrônomo, doutor em Agronomia, ex-professor e ex-diretor da Escola de Agronomia Ufba, ocupante de diversos cargos públicos estadual e municipal.

Mais em Paulo Chiacchio

Notificação de Nova Postagem
Imagem