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Dia nacional o mico-leão-preto

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Oficialmente, 28 de fevereiro, no Brasil, foi a data escolhida para comemorar o dia do Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), primata endêmico da Mata Atlântica, em florestas semi-decíduas, altas florestas de brejo e floresta arbustiva, na margem norte do rio Paranapanema, oeste do rio Paraná e trechos do rio Tietê, região sul de São Paulo.

Esse primata está ameaçado de extinção, integra as listas de espécies internacionalmente e, no Brasil, apenas, ocorre na porção oeste e sul do estado de São Paulo, em remanescentes da Mata Atlântica e matas ciliares, desempenhando um papel importante nesse extrato florestal., onde suas populações conhecidas estão confinadas em sete fragmentos florestais privados e duas unidades de conservação estaduais, sem conexão entre si.

Trata-se de um macaco de pequeno porte, de cor preta, com tons castanho amarelado na região lombar e na base do rabo, dotado de abundante pelagem brilhante principalmente em torno da cabeça, semelhante ao uma juba de leões, razão pela qual é denominado mico leão. A pele do rosto é quase livre de pelagem, pés e mãos de cor preta, pesa em média 600 gramas e medem aproximadamente 30 cm com uma cauda de 40 cm. A fêmea e o macho são idênticos, a gestação dura 4 meses, os nascimentos ocorrem à noite, entre setembro e novembro, sempre 2 filhotes. Vivem em grupos de 2 a 7 indivíduos (família), alimentando-se de invertebrados, frutos, sementes, flores e pequenos vertebrados como rãs, lagartixas, filhotes de aves. Dormem em buracos nos troncos das árvores.

Em natureza, o Mico-leã

importante papel como sentinela da saúde pública, indicando se uma área está afetada pelo mosquito da febre amarela, porque é o primeiro a sentir o impacto. Também, é um bom  dispersor de sementes, auxiliando na preservação e manutenção das florestas, ou seja na biodiversidade.

O Mico-leão-preto diante de suas características e importância para diversidade ambiental, passou a ser o símbolo do estado de São Paulo.

Além de seus predadores naturais, jiboias, gaviões, corujas e pequenos felinos, o animal tem que sobreviver à intervenção do homem no desenvolvimento de suas atividades antrópicas. O Mico-leão-preto foi escolhido como símbolo da conservação por conta da experiência bem-sucedida de proteção da biodiversidade brasileira.

A intensa devastação da Mata Atlântica e, a consequente fragmentação do hábitat, a espécie sofreu uma redução significativa da população a aproximadamente 1500 indivíduos. Para se ter uma ideia, o mico-leão-preto foi considerado extinto por 65 anos, devido à ausência de registros na natureza, até sua redescoberta em 1970. Felizmente, graças aos esforços de conservação de organizações socioambientais e governamentais, hoje tem um futuro mais promissor.

Segundo Marianna Moreno:

”Eles chamam de meio ambiente, porque já destruíram a metade”.

"Precisamos cuidar da Terra para que as futuras gerações tenham a oportunidade conhecer as maravilhas naturais e viver com saúde”.

Por: Paulo Chiacchio (*) Engenheiro Agrônomo

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