A forma capitalista de produção, resultante da industrialização, iniciada na Inglaterra, no século XVIII, caracterizada pelo consumo desenfreado, pela escassez dos recursos naturais e pela poluição dos ecossistemas, com surgimento de diversos problemas ambientais, impôs a necessidade de transformar em agenda obrigatória a destinação final dos resíduos sólidos gerados no mundo.
No Brasil, dados de 2019, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) foram geradas 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), das quais 59,5% destinadas adequadamente, resultante de uma geração diária 379,2 kg/habitante/ano.
No dia a dia, a palavra lixo é usada como sinônimo de resíduos ou rejeitos, apesar das diferenças existentes. Tecnicamente, lixo é todo o material ou tudo que se joga fora ou não se quer mais; resíduo é todo material descartado proveniente de atividade humana, sem nenhuma serventia para uns, mas poderá ser matéria-prima em outro processo produtivo (plásticos, papel, latas, vidro etc.); rejeito é o resíduo resultante de todas possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem, portanto, um resíduo não reciclável ou não reaproveitável (ponta de cigarro, papel higiênico e guardanapos usados etc.).
Apesar dessas diferenças, neste texto, lixo será usado como sinônimo de resíduo sólido ou rejeito, em concordância com o poema Lixo de Luxo, de autoria da professora Indira Souto Santana, publicado no livro POESIAS PARA CRIANÇAS – ecologia, disponível em: http://sementedoamanha3ano.blogspot.com/2014/10/poesias-para-criancas-ecologia.html.
LIXO DE LUXO
VEM DE BOA E BELA ÁRVORE
CADA FOLHA DE UM CADERNO.
POR ISSO NÃO GASTE À TOA...
PARA O VERDE SER ETERNO!
AINDA QUE INVENTARAM
ESSA TAL DE RECICLAGEM.
PAPEL VELHO VIRA NOVO...
VEJAM SÓ QUE BELA IMAGEM!
TODO LIXO, QUE FANTÁSTICO,
PODE SER APROVEITADO.
LATA, VIDRO, PAPEL OU PLÁSTICO
VÃO EM CESTO SEPARADO.
NA ESCOLA, DÁ PARA INVENTAR
COISA NOVA ATÉ DE LATA.
É GOSTOSO ATÉ BRINCAR
COM BRINQUEDO DE SUCATA.
Merecem destaque as palavras da professora Indira - “Sou uma apaixonada por gente e pelas mudanças que podemos fazer em nós mesmos e nos outros através do conhecimento e da aprendizagem. Por isso ser professora me completa”.
A legislação ambiental brasileira é considerada uma das mais completa. Faltam políticas públicas, a exemplo de educação ambiental e fiscalização ambiental.
Os governos deviam seguir o exemplo da Professora Indira - Ser apaixonado pelos recursos naturais e pelas mudanças que se pode fazer nas pessoas, em si próprio, através do conhecimento e da aprendizagem. Fica claro, a grande importância da educação ambiental formal e informal continuada no processo de sensibilização população para preservação dos recursos naturais.
Não é demais repetir, aliás a repetição é uma ferramenta de educação, a necessidade de tratamento adequado do lixo, resíduo ou rejeito, com reflexos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, consequente do atendimento aos os pilares: ambiental, econômico e social, integrantes do desenvolvimento sustentável – missão dos governantes, através de incentivos à coleta seletiva, à criação de associação ou cooperativas locais de catadores resíduos urbanos, contribuindo para a geração de ocupação e renda.
Em resumo, a reciclagem, o reaproveitamento dos resíduos sólidos (lixo no sentido figurado), contribui para a preservação ambiental, gera lucros, reduz o uso de recursos públicos com a saúde, saneamento, além de promover ocupação para a população.
Segundo pensamento indígena:
“Só quando a última árvore for derrubada,
o último peixe for morto,
e o último rio for poluído,
é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro”.
Para Gandhi:
“A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a Ganância”.





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