No Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), faz-se necessário falar da importância da inclusão desse público no âmbito profissional e, acima de tudo, chamar a atenção para esses profissionais que veem se superando e se destacando no ambiente profissional.
Quase 24% da população é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência e, segundo dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui hoje 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs). Portanto, para contribuir e dar visibilidade a essa significativa parcela da população, é imprescindível que as empresas criem processos de recrutamento abertos e transparentes para todos, indistintamente. A TIM é uma das companhias que percebeu a importância de oportunizar experiências e reter esses profissionais em seus quadros de funcionários. Atualmente, a operadora emprega 227 pessoas com deficiências diversas em todo o Brasil, mas sabe que ainda pode empregar mais e está com cerca de 100 vagas abertas no Brasil, que também contemplam candidatos deficientes.
A gerente de RH da TIM Nordeste, Renata Pimentel, conta que a empresa criou um ambiente seguro e empoderador, em que as pessoas com deficiência podem prosperar, independente da sua condição. “Na companhia, todos são tratados de forma igualitária, com profissionalismo. Nos dedicamos para proporcionar a esse público um ambiente de trabalho adequado às suas necessidades e confortável”. Segundo Renata Pimentel, trata-se de funcionários com grandes habilidades e potenciais, por isso tem-se o cuidado de selecionar, avaliar e desenvolver todos eles com foco nas suas competências e nunca na deficiência. “São profissionais dedicados e que se destacam no ambiente profissional. Na TIM, por exemplo, não temos um programa de carreira criado especificamente para as pessoas com deficiência, pois sabemos que eles têm competência para ingressar nos mesmos programas destinados a todos os empregados e o resultado tem nos mostrado que estamos no caminho certo, já que conseguimos revelar grandes talentos”.
Exemplo de Superação
A inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência torna-se uma experiência de êxito, tanto economicamente como socialmente. São profissionais que vivem se superando, cheios de determinação, vontade e coragem. A Recifense, de 29 anos de idade, Karla Nunes é um desses exemplos. Quando criança, ainda no processo de aprendizagem para andar, a sua família percebeu que ela caía mais do que o normal e que tinha dificuldade para manter o equilíbrio. A partir daí, a sua mãe passou a consultar alguns médicos em busca de uma resposta e sob a alegação de que os tendões de Aquiles de Karla eram curtos, ela passou por uma cirurgia. Em seguida, a mesma passou a usar botas, porém elas a cansavam ainda mais.
Foi aí, que o seu pai, um professor, mas com um espírito de inventor, criou um calçado especial para a filha usando mola de fusca, uma coleira de gato para amarrar nos tornozelos, e uma sandália. A invenção foi perfeita! A mola fazia a função de levantar os pés de Karla e assim ela conseguia andar com menos dificuldades.
Com o passar do tempo, os seus pais perceberam que Karla estava apresentando uma outra dificuldade. Ela não conseguia pegar objetos pequenos, uma vez que eles caíam das suas mãos. A mesma não conseguia mais levantar os dedos e erguer o punho.
A jovem foi submetida a vários exames, fisioterapias, mas ainda não havia um diagnóstico fechado, apenas descobriram que ela tinha um problema neurológico.
Anos se passaram e chegou a pré-adolescência, sem dúvida a fase mais dolorosa e emblemática da sua vida, quando aos 10 anos constatou que para se locomover seria necessário andar numa cadeira de rodas. A partir daí, seu mundo seria outro. Sentia-se diferente de todos os colegas. Passou a ser cadeirante e vivenciar todas as circunstâncias possíveis de quem vive sobre rodas.
No decorrer do tempo, empenhou-se muito nos estudos, concluiu um curso técnico de Turismo e um curso superior de Marketing - o seu grande marco. De acordo com Karka Nunes, foi a partir desse momento que ela aprendeu a se comunicar melhor com as pessoas, a desenvolver e preservar as relações interpessoais e a ter consciência de que seu papel no meio em que vivia não era se adaptar, e sim contribuir para uma política que defendesse a teoria de que o meio precisava ser adaptado às suas necessidades, diminuindo assim as barreiras físicas que limitavam.
“Hoje, eu continuo trabalhando na área de Marketing, mas amo fazer trabalhos de modelo fotográfico. Minha intenção é sempre tentar fazer as pessoas entenderem que antes de ser uma pessoa com deficiência, sou PESSOA, mulher! E mulher sem problema algum com a autoestima. E se antes meu sonho era andar... Hoje, não mais. Por quê? Hoje eu não ando, desfilo”, Karla Nunes.
Assim como Karla Nunes, existem inúmeras pessoas no Brasil que possuem algum tipo de deficiência e que se superam dia após dia, fazendo história. São profissionais qualificados que estão em busca de empresas que valorizem as suas qualidades e o seu potencial. “A TIM é uma dessas empresas que está em busca de profissionais como a Karla. Continuamos com vagas abertas e estamos em busca de profissionais com deficiência que desejam se destacar no ambiente profissional”, finalizou Renata. Para se candidatar às vagas, basta acessar o link : https://eb.vagas.com.br/tim
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