Ainda não foi desta vez que a greve dos professores da rede pública de Camaçari teve fim. Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (04/09) no plenário da Câmara de Vereadores, a categoria decidiu continuar com a campanha salarial que já dura a mais de um mês.
Após acusações, debates acirrados e opiniões divergentes, os professores optaram pela decisão da maioria. Mesmo o Ministério Público tendo enviado uma liminar multado o sindicato para forçar o retorno das aulas.
Antes de a assembleia iniciar foi feita a leitura de um comunicado enviado pelo Prefeito Elinaldo, o qual falava da garantia do pagamento do salário referente ao mês de agosto, período em que eles não deram aula e a reabertura da mesa de negociação. “Essa é uma forma ardilosa em que o chefe do executivo nos empurra pra sala de aula, independente da decisão que for tomada aqui eu não retorno”, disse a professora Elisangela.
Durante a assembleia o presidente do sindicato, Jorge Freitas e um dos diretores, Klênio Kirk foram acusados pelos professores de anunciarem o fim da greve em sites da cidade, antes de conversar com os profissionais. Isso revoltou alguns educadores. “Nosso salário não pode ser moeda de troca”.
Uma das professoras chegou a dizer que resolveu lutar por melhorias quando acreditou no discurso do presidente do sindicato no inicio da greve, mas que mudou de opinião depois dos últimos acontecimentos. “Em todo movimento sempre vai ter aquele que pula do barco quando as coisas apertam”, desabafou.
A diretoria se defendeu das acusações garantido estar ao lado dos professores. “Entendo que não dá para um gato ensinar uma onça a pular, por isso reafirmo que não vamos ceder à pressão e a decisão é soberana”, pontuou Jorge Freitas.





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