Por quase uma década os brasileiros sentem diretamente os efeitos da crise econômica e política, inicialmente provocada pela conjuntura global com persistência incidente sobre os países emergentes. Fatos dessa natureza adicionado o pragmatismo corporativista das elites salariais estatais tem estabelecido pelo déficit fiscal, mais ainda com o descalabro sem vergonha da cultura da corrupção das elites empresariais e quadrilhas partidárias incrustadas nos poderes da administração pública.
O déficit fiscal se tornou progressivo. Anualmente tem se estabelecido na ordem entre 150 a 200 bilhões de reais anuais. Os custos da máquina pública crescem geometricamente comprometendo a prestação de serviços básicos à população.
Altos servidores do executivo, judiciário e legislativo entre salários e benefícios imorais percebem mensalmente acima de 100 mil reais enquanto a grande massa dos trabalhadores e beneficiários do sistema de previdência, na faixa de salário mínimo, não alcança 1% desse valor. O governo demonstra sua incapacidade para enfrentar o problema optando por privilegiar a governabilidade com a compra de magistrados e políticos através da manutenção (ou aumento) dos privilégios tais como auxilio moradia, apartamentos funcionais, carros oficiais, combustível, tratamento médico familiar, passagens aéreas, despesas postais e números irracionais de assessores.
Entende-se que a previdência oficial necessita de ajustes e modernidade, mas não pode ser considerada a vilã do déficit publico, assim como o aumento de tributos não deve ser o caminho lógico para uma população que não tem de onde tirar recursos para manter o básico necessário. O governo deve ser rigoroso com relação ao respeito ao teto salarial estatal vinculado ao que percebe um ministro do Supremo Tribunal Federal, sem o artifício dos benefícios paralelos, redução dos cargos comissionados e adicionais no faturamento dos contratos com a iniciativa privada a título de propina ou apoio partidários/eleitoral.
Isso se entende aos estados e municípios que refletem o mesmo comportamento.
Em Camaçari enquanto se fala em dificuldades financeiras secretários, procuradores e auditores fiscais, com vencimentos, benefícios ultrapassam o valor básico da remuneração do prefeito. Foram nomeado um numero desnecessários em cargos comissionados, além de complementos irracionais na condição especial de trabalho (CET). Muitos desses não frequentam o trabalho, outros não apresentam uma contribuição que justifique a nomeação, tão pouco a gratificação adicional.
O prefeito Elinaldo distancia-se dos compromissos de campanha, não só dos compromissos assumidos com os servidores públicos como da melhoria das condições de vida da população com a otimização dos serviços essenciais para a população. Percebe-se seu entusiasmo ao frequentar gabinetes e conviver com autoridades estaduais e federais conduzido pelo prefeito da capital, principal sustento da sua condição de chefe do executivo local sem ameaça da continuidade de representação jurídica representada pelo Ministério Público. Um cenário novo que o alcaide desconhecia face ao seu estágio cultural até passado recente.
É bom evidenciar que tais aconchegos tem um preço e logo que respondido o alcance da fatura pode haver um descarte por ausência de necessidade ou pragmatismo político da elite de sentimento de direita.
Adelmo Borges





Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar