Na manhã desta quinta-feira (10/08), na Câmara de Camaçari durante a 3º sessão ordinária desse semestre, uma moção de repúdio causou debates entre os vereadores de oposição e situação ao governo municipal. A matéria teve como autores Téo Ribeiro (PT), Jackson (PT), Marcelino PT), Dentinho do Sindicato (PT) e o Binho do Dois de Julho (PC do B).
O texto repudiava, na visão dos parlamentares de oposição, “a tentativa de impedimento ao direito de greve dos Professores de Camaçari, em campanha salarial e vitimas da incapacidade de gerenciamento do funcionalismo público do município”. De acordo com os edis o governo não está respeitando o direito dos professores em realizar paralisações.
Contra a moção, o vereador Flávio Matos (DEM) assumiu a tribuna para justificar seu voto. “O texto tenta colocar o poder público contra a classe dos trabalhadores e esse não é o momento de politicagem”, destacou.
Já o vereador Dentinho do Sindicato (PT) disse o governo quando chama a categoria e fala das multas que pagarão se não retornarem a sala de aula é uma forma de coagir os professores. “O interdito existe sim e ninguém aguenta pagar 10 mil por dia sobre pressão do prefeito”.
Outro parlamentar que saiu em defesa da matéria foi Jackson (PT) que desafiou os vereadores da situação a “votarem contra a matéria na presença dos professores”.
Para o vereador Niltinho (PR) aprovar a moção é votar contra os mais de 35 mil alunos que estão em casa sem aula. “Nós estamos chamando a categoria para a discussão, porque nossa maior preocupação é o retorno das nossas crianças para as escolas, não somos contra os direitos dos professores”.
Por maioria dos votos e apenas uma abstenção a moção não foi aprovada.





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