“Jovens e adultos sujeitos de que diretos humanos?” foi o tema de uma das palestras realizadas na manhã desta quarta-feira (09/08), no Campus I, da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), em Salvador. O evento que debate diálogos sobre educação em direitos humanos e interculturalidade teve como um dos palestrantes o professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Miguel Arroyo.
Tendo como público alvo educadores, pesquisadores, comunidade acadêmica, além da sociedade civil organizada, a palestra de Arroyo levantou questionamentos e fez o público refletir sobre a existência de uma maior consciência crítica dentro dos movimentos sociais, do que em muitas universidades. “Será que tem sentido dizer que crianças, adolescentes e jovens são sujeitos de direitos humanos em tempos com tanta violência contra os direitos humanos? Em tempos que se matam seres humanos impunemente?”, disse.
O professor doutor defende ideias relacionadas à educação básica, a cultura e gestão escolar e tem como pensamento que a educação se faz “na interação entre professores e professores, alunos e alunos, professores e alunos”. “É um ato de coragem falar em direitos humanos em tempos tão sombrios”, pontuou Arroyo.
Para a coordenadora pedagógica do município de Catu, Sandra Patrícia Costa, que acompanhou o evento, a palestra levantou uma indagação pessoal no campo profissional. “Me fez pensar sobre a nossa própria prática enquanto educadoras nesse cenário político que tem ameaçado a vida das pessoas, sobretudo pobres, e agora nos coloca como profissionais que lutam pelo direito à vida”, destacou.






Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar