Muito se tem a comemorar quando se estabelece uma meta e ela, mesmo que lenta, começa a se edificar. Assim sendo muito se tem a comemorar. Ao contrário quando se estabelece um vazio que impede de se estabelecer um propósito deixando que as coisas aconteçam por obra do Divino Espírito Santo. Neste caso é provável que nada aconteça e nada tem a se comemorar.
Acreditar que um município possa ser administrado sem um planejamento eficiente que contemple as principais necessidades dos munícipes e mesmo assim considerar que pode realizar uma gestão com apoio popular é uma ingenuidade.
As coisas começam a pipocar e não se registra capacidade da oposição para os desencontros atuais e os que sinalizam por marcar presença. Os heróis morreram ou estão morrendo de overdose, muitos deles por abandono dos eleitores, dos seguidores mais afeitos, aqueles que pegaram na picareta para pavimentarem a trajetória até o passo municipal. As ovelhas e cordeiros novos são pragmáticos, sem compromisso com o sucesso a não ser pela manutenção das beneficie.
Já se passaram 180 dias, seis meses, e os colaboradores citados e cantados em versos durante a campanha não obtiveram seus direitos de recomposição salarial efetivado. Os exonerados de cargos comissionados não receberam suas indenizações e a população não experimenta melhoria significativa nas suas condições de vida. Um terço da mão de obra economicamente ativa está desempregada fazendo bico, as vias urbanas intransitáveis, as escolas e as unidades de saúde necessitando obras de manutenção, os colaboradores – servidores municipais – caminham para o estado de inevitável greve. A população começa a reagir, manifestar suas insatisfações. Enfim apostaram todas as suas pules na mudança profetizada em campanha.
Enfim, o gestor municipal precisa abrir um canal de conversa com a população para justificar o que está acontecendo. Não dá pra ficar apenas na interlocução digital, tem que ser olho no olho. A população, principal prejudicada das desavenças políticas internas, seja nos partidos ou na gestão, cansou da retórica. Quer saber o que a atual gestão pretende efetivar para melhorar as condições de vida. Quer saber quais os entraves e mais ainda que ser parte ativa da política do município uma vez que o que está em jogo é o futuro das famílias que moram, alguns que trabalham ou estão desempregados, os investimentos feitos por empresários comerciantes e empreendedores.
Qual o propósito da administração Antônio Elinaldo? Se manter repetindo jogadas em que os ganhos potenciais são maiores do que as perdas potenciais, seu resultado certamente está equivocado. O discurso e a prática politicamente correto em prol da eficiência, disciplina, da dedicação, do trabalho planejado e da participação popular sugere que esses atributos levarão a retornos sustentáveis.
Adelmo Borges





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