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Encruzilhada

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Nos momentos de maior dificuldade é que se exige dos administradores público, competência e sensatez para conduzir a gestão de maneira a manter o equilíbrio das contas públicas, mais ainda em relação ao potencial da arrecadação direta dos recursos, a previsão dos repasses constitucionais e a capacidade de endividamento. 0bviamente, exercitando a capacidade de esperar um pouco, sofrendo as pressões, cheio de vontade por um ritmo mais agressivo de realizações, em troca de uma satisfação maior à frente. O fundamental encarar a realidade, ter paciência e disciplina ao planejamento.


É natural o gestor público, notadamente aquele em que a população deposita as suas esperanças de mudança se inquietar e de deixar possuído pelo ímpeto em solucionar os anseios da população no menor espaço de tempo possível, assim responder às promessas de campanha, manter a popularidade e moderar manifestações oposicionistas. Ocorre que durante o processo eleitoral normalmente não se considera a complexidade da administração, os limites legais a capacidade do erário público e a capacidade da força de trabalho disponível. Assim, alavancar as demandas em função das necessidades sem a correspondente capacidade é comprometer toda a gestão, quando o equilíbrio pode indicar formas de realizar no tempo adequado com a sustentabilidade necessária para estabelecer prioridades numa caminhada mais segura com paulatina retomada da credibilidade. Nem sempre as necessidades políticas, tão pouco a ansiedade do administrador, por mais competente que possa ser corresponde ao tempo da realização. Ao contrário, o normal, na administração pública, é que não haja essa  correspondência.


É importante observar que a população tem seu próprio tempo, normalmente rápido e impaciente demais. Assim como a oposição, quando qualificada, sabe se aproveitar dessas lacunas. No entanto a administração pública tem regras legais e lógicas internas, estão sujeita a definições e prazos. A paciência e disciplina, para o administrador publico, é uma tarefa difícil. O natural é a obsessiva relação com os resultados do seu trabalho que às vezes provocam dedicação exageradas em tarefas que acredita que possa ser o caminho. Mais é importante não ultrapassar barreiras ou aprofundar dificuldades para que tenha chance em preservar a liderança frente à equipe. O que está em jogo é o resultado final.


Para minimizar as pressões se recomenda a transparência dos feitos. A população ao tomar conhecimento das pretensões e dos caminhos que estão sendo percorridos para atingir os objetivos tende a colocar mais compreensiva. Afinal se o gestor foi escolhido pelo sufrágio popular tem a obrigação de compartilhar suas intenções e o tempo necessário para realização com seus eleitores.


Adelmo Borges

Por: Portal Abrantes

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