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Deputada Luiza Maia promove audiência para discutir ações no combate ao genocídio da juventude negra

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 Foto: Portal Abrantes

O Brasil hoje vive diante de uma realidade assustadora quando se refere aos números de jovens mortos no país, onde a maioria são jovens e negros. E foi para discutir esse assunto que a deputada Luiza Maia (PT) realizou um encontro nesta quinta-feira (13), na Assembléia Legislativa, com o tema: ‘Genocídio da Juventude Negra’.

 

De acordo com a deputada, o objetivo da audiência é para fazer um debate, discutir e dá visibilidade ao tema proposto. “É uma decisão do estado exterminar o que nos incomoda. Nós temos que fazer com que a sociedade que sofre preconceito, exclusão e descriminação se organizem e tenham força para poder enfrentar os que têm privilégios e que pensam só em uma elite capitalista, pontuou Luiza Maia.

 

José Cristiano Lima

Para o coordenador da Juventude na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), e representante do Governador do Estado, José Cristiano Lima, é preciso promover espaços para dialogar com a juventude negra, realizar cultura de rua e dar condição de saúde, de trabalho. Não somente formar esses jovens para o trabalho, mas para o empreendedorismo.

 

“Hoje o nosso compromisso é mudar a realidade de um povo. Se preocupar com a vulnerabilidade da juventude negra, pois eles têm cor, tem bairro e tem sexo” disse Cristiano Lima.

 

Wilson Roberto Matos

Já o secretário de Articulação Institucional da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Wilson Roberto Matos, disse que as politicas de inclusão talvez sejam as politicas contemporânea mais eficazes do sentido de combater a miséria, principalmente as politicas de ação afirmativa. 

 

“Essas ações localizam esses grupos populacionais que são historicamente vulnerabilizados na história do Brasil, essas ações são um bom caminho para fazer com que o estado se responsabilize por essas populações. Precisamos melhorar a escola e as politicas de inclusão para estes jovens”, falou Wilson Roberto.

 

DJ Branco

O Secretário-Executivo do Conselho do Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia, DJ Branco salientou que, chegar aos vinte cinco anos hoje no Estado da Bahia é ser tido como sobrevivente de um projeto chamado genocídio. Ainda segundo Branco, esse projeto começa na escola, que está sucateada, as salas estão vazias, no acesso a saúde, ao mercado de trabalho, ao saneamento básico nas comunidades, e ao principal que vem atingindo a juventude negra que é a bala.

Raquel Alves

A casa grande senzala ainda é presente na sociedade no Brasil, nas famílias ricas brancas e seus empregados negros e periféricos. As favelas hoje são os quilombos, afirmou Raquel Alves, do Coletivo Flor de Mandacarú, citando o clipe do Emicida.

 

Pedro Correia

 

Pedro Correia da Associação de Grêmios e Estudante de Salvador defende que a sala de aula seja redonda, onde todos possam participar. “Estamos atrás das grades das escolas, obrigados a estar em uma sala de aula quadrada, excludente, ineficaz. É preciso mudar esses padrões, que as ações tragam pra dentro da escola a formação, a cultura, o esporte, para que esses alunos se sintam queridos, e dessa forma possa ganhar esses jovens dando liberdade para produzir seus interesses pessoais”, apontou Pedro.

 

Thaiane Vitória

“Nós negros, pobres das escolas públicas precisamos da proteção da polícia, e não de repressão, pois não somos ninguém”, disse Thaiane Vitória, 17 anos, aluna do Colégio Estadual José Freitas Mascarenhas (Camaçari).

 

Participaram do debates o representante do governador, Cristiano Lima (coordenador da Juventude da Sepromi),  Pedro Correia (Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador), Jabes Soares (Coordenador Estadual de Juventude), DJ Branco (secretário Executivo do Conselho do Desenvolvimento da Comunidade Negra), Anderson Dória (JPT) e Agnaldo Almeida (Conselho Estadual de Juventude).

 

                                        

Agnaldo Almeida (Conselho Estadual de Juventude).

 

 

 

 

 

 

Por: Vânia Vigo/Portal Abrantes

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