Tema de muita polêmica em toda cidade e até pauta de debate na Câmara de Vereadores de Camaçari, o recente aumento do número de multas de trânsito no município, continua dando o que falar.
Se por um lado a oposição acusa a atual gestão de querer transformar a cidade numa fábrica de multas, do outro, os governistas afirmas que administração apenas está querendo organizar o município.
Em entrevista nesta quinta-feira, 25, ao Portal Abrantes, o vereador Jackson Josué (PT) destacou que nos governos anteriores, os infratores eram multados, mas, atualmente o município se tornou uma fábrica de multas. Jackson disse ainda, que é necessário fazer um trabalho de conscientização, deixar a população ciente, para que a partir daí as notificações possam ser aplicadas. “É inadmissível essa questão da fábrica de multa ser instalada. Tem que se fazer primeiro uma campanha educativa de 30, 60, 90 dias, deixar a população ciente, depois que fazer essa campanha de divulgação através dos meios de comunicação, começar a aplicar essas multas”, falou.
O vereador Junior Borges (DEM) por sua vez, pontuou que se existe ilegalidade na aplicação da multa, a notificação precisa ser revista, no entanto, acrescentou que se fato o condutor cometeu a infração, ele precisa ser responsabilizado. “Cada caso é um caso e se a pessoa se sente lesada, a pessoa se sente neste momento lesado ela pode ir à STT e recorrer desta multa que ela se sente lesada, ela pode pedir prova”, disse. O edil, também disse que concorda que campanhas de conscientização precisam ser feitas e destacou que nos casos de excessos comprovados o governo vai agir.
A reportagem do Portal Abrantes, procurou nesta sexta-feira, 26, a Superintendência de Trânsito e Transporte (STT) para falar sobre o assunto. Na ocasião o chefe de gabinete da autarquia, Cleiton Pereira, classificou como “fábrica de boatos” uma grande parte do que vem sendo disseminado principalmente nas redes sociais nos últimos dias. O servidor chegou a comentar um caso que foi compartilhado várias vezes na internet, onde supostamente, um motociclista foi multado por está sem cinto de segurança. Sobre isso, Cleiton esclareceu que o talonário eletrônico das notificações possui um sistema que identifica através da placa do veículo se ele é um automóvel ou uma motocicleta. Desta forma, o chefe de gabinete descartou a possibilidade de aplicação deste tipo de notificação e ainda assim, disse que até o momento o órgão não recebeu nenhuma apresentação de defesa sobre o suposto fato. “ Quem tiver recebido qualquer notificação desta traga para gente ver, porque aqui na STT não chegou nenhuma defesa em relação a isso. Então é um boato que é disseminado por pessoas, acho que no intuito de inflamar pessoas que foram notificadas por ter cometido realmente alguma infração”, disse.
Sobre o prazo legal para apresentação da defesa, Cleiton explicou que existe um prazo mínimo de 15 dias, a partir da ciência do condutor, mas, pontuou que a STT está estendendo esse prazo para até 45 dias, com o intuito de ampliar a possibilidade de defesa a quem se sentir lesado.
Na oportunidade, o chefe de gabinete disse também, que a polêmica ganhou essa proporção na cidade, porque uma grande parte dos condutores, tinham costume de cometer algumas infrações e não receber as respectivas penalizações e lembrou que inclusive a STT era alvo de críticas por ser acusada de fazer “vista grossa” em seu serviço.
Questionado sobre as ações educativas, Cleiton explicou que ao contrário do que vem sendo propagando, várias ações foram realizadas, mas, não tiverem muita visibilidade principalmente por questões orçamentárias. O servidor destacou que após os últimos fatos, a campanha será intensificada, um novo material já está sendo produzido, no entanto enfatizou que a fiscalização será mantida.
Boletim de Ocorrência
Ainda durante a entrevista, o chefe de gabinete revelou que nesta quinta-feira, o órgão registrou um boletim de ocorrência na 18ª Delegacia Territorial (DT/Camaçari) após serem compartilhados em uma determinada rede social, áudios e imagens, onde diretamente funcionários da STT são ameaçados de morte.
Maira Lima





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