Após a sessão ordinária desta terça-feira, 02, ter sido realizada a portas fechadas em virtude da ocupação dos estudantes que já dura mais de dez dias, alguns vereadores se posicionaram em relação ao fato durante entrevista ao Portal Abrantes.
Sobre o fato de a sessão ter sido realizada sem a presença do público, o vereador Bispo Jair (PRB) pontuou que não é a primeira vez que a situação acontece e acrescentou que não é bom quando isso ocorre, pois o povo precisa acompanhar os trabalhos, no entanto, disse também, que é necessário manter as pautas da Casa em dia. “A gente não fica satisfeito em fazer a sessão dessa forma, porque a Casa é do povo, mas, a casa do povo precisa ser organizada”, falou.
Sobre a manifestação dos estudantes, o edil afirmou que para ele a pauta é legítima, mas, perdeu o prazo do debate. “A pauta acho correta, mas, é preciso conversar para chegar a um denominador comum”, disse. Em relação a saída da bancada de oposição da sessão, após o presidente da Câmara, pontuar que a mesma seria a portas fechadas, o Bispo Jair afirmou que o posicionamento dos colegas parlamentares foi respeitado e voltou a dizer que não é a primeira vez que a situação acontecia no Legislativo.
O vereador Flávio Matos (DEM), afirmou que os estudantes tem o legítimo direito de fazer as reivindicações, mas, pontuou que a Câmara não pode suspender as atividades por conta disso. O democrata disse que os vereadores estão empenhados em resolver a situação, atenderam os estudantes, eles se comprometeram a desocupar o local e não cumpriram o acordo. “A gente não pode ficar de cada movimento que vier fechar a Câmara, até porque a gente precisa trabalhar e botar a Câmara para funcionar”, falou.
Questionado se a decisão deveria ser revogada, o edil ressaltou que o reajuste da tarifa estava defasado desde 2013 e afirmou que acha difícil que os empresários cedam a reivindicação, tendo em vista que os mesmos também pagam por reajustes, a exemplo do combustível e também geram emprego e renda para o município.
Também em entrevista ao Portal Abrantes, o presidente da Câmara, o vereador Oziel (PSDB), rebateu as críticas dos manifestantes que afirmaram que ele não recebeu o grupo para conversar sobre as reivindicações e falou sobre a decisão de manter os trabalhos a portas fechadas nesta terça. Assim como os outros vereadores, Oziel destacou que a manifestação é legítima e bem vinda, mas , acrescentou que uma cidade inteira não pode parar por causa de uma manifestação. “A ocupação compromete a Câmara. A Câmara está funcionando parcialmente, o atendimento ao público não foi regular, muitos trabalhos aqui foram inviabilizados”, falou.
Oziel disse também que após conversa com todos os vereadores surgiu um consenso, em relação a integração de posse da Câmara. O presidente revelou que entrou com recurso na Justiça pedindo a reintegração de posse da Casa. “A reintegração de posse não invalida a manifestação, mas a Câmara de Vereadores não pode ficar parada em virtude de uma ocupação, ela tem sua autonomia e espero que na quinta –feira a Câmara esteja funcionando dentro da normalidade”, falou.





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