O cenário que se desenha para o próximo pleito em Camaçari, se antes guardava dúvidas, começa a tomar contornos de complexidade diante dos últimos movimentos dos agentes políticos locais, como era esperado para os meses de agosto e setembro período legal para que se estabeleça a filiação dos pretensos candidatos ao executivo e legislativo.
As dificuldades da segunda gestão da Presidente Dilma em equacionar a relação do governo com a Câmara e Senado Federal rebate direto na economia e por consequência no emprego e na renda da população brasileira, assim como o envolvimento de políticos e empresários em processo de corrupção junto às estatais, evasão de dinheiros via contas bancárias em paraísos fiscais, redução de valores em obrigações fiscais junto à Receita Federal, além de outras operações irregulares nos estados e municípios vem a comprometer a imagem dos agentes políticos, das agremiações partidárias chegando a estabelecer confrontos nas ruas entre partidários do governo e da oposição em frequentes manifestações.
O fato novo é exercitado pelos principais veículos de comunicação do país (Rede Globo e Veja), ao apresentar recentemente, editorial defendendo a Presidente Dilma, se colocando contra uma possível subversão ao regime democrático e incriminando as atitudes do Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e seus pares.
Em Camaçari o quadro caminha para definições que indica maior nitidez até o próximo mês de setembro. Eudoro Tude deixa o PTN e se filia ao PMDB o que sinaliza sua intenção em concorrer ao pleito como cabeça de chapa. Maurício Bacelar, aliado do governo do Estado comandado pelo petista Rui Costa, volta a afirmar que o partido terá candidato próprio e a coligação DEM e PSDB mantém suas esperanças no nome do democrata Elinaldo. Observa-se assim que a oposição local deve chegar ao pleito de outubro de 2016 dividida, eliminando as chances do favoritismo festejado até então.
Pelo lado do governo petista o que se percebe é que embora não se tenha equacionado o relacionamento entre Ademar Delgado e Luiz Caetano, o comportamento tem sido menos agressivo. Fala-se também, na hipótese de Ademar mudar de legenda para concorrer à reeleição casa não obtenha sucesso junto ao Diretório Municipal onde Caetano tem a maioria absoluta dos membros com a ajuda da direção do Diretório Estadual. Com o mar mais brando as chances desejadas pelo vereador Marcelino em vir a ser a alternativa entre as duas principais lideranças petistas, corre por terra e o edil, provavelmente, deve tentar a renovação do mandato, articular a recondução à presidência da Câmara Municipal e ariscar um disputa na Assembleia Legislativa em 2018. A mesma trajetória percorrida pela Deputada Luíza Maia e Bira Corôa.
Em paralelo, quem deve apresentar candidatura ao executivo municipal é a Rede presidida pela ex-senadora Marina Silva, apostando nos trabalhos sociais do empresário Tadeo Saches. Na mesma a Frente de Esquerda, que também, inicia conversações com a Rede, vem mantendo uma pauta de debates sobre temas municipais, poderá vir a articular um nome para concorrer ao pleito sob a sigla do Psol ou do PSTU.
Assim sendo, o próximo pleito de 2016, no município de Camaçari tende a ser o mais acirrado dos últimos anos, encontrando-se os concorrentes na mesma condição, contando que as últimas pesquisas evidencia a existência de aproximadamente setenta por cento da população ainda não definiu sua preferência eleitoral.
Texto: Adelmo Borges





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