Um dos costumes mais populares da celebração da Páscoa é presentear os amigos e familiares com ovos, especialmente ovos de chocolate que são entregues às crianças pelo coelho de Páscoa. Afinal de contas, se a Páscoa é uma festa cristã, e os ovos são elementos simbólicos provenientes das religiões pagãs, os ovos de Páscoa são pagãos ou cristãos?
É bem provável que as celebrações de Páscoa tenham absorvido os ovos por causa da Quaresma. Assim como outros tipos de alimento, o consumo de ovos era proibido durante a Quaresma. O estoque destes alimentos era consumido antes da Quarta-feira de Cinzas, data que até hoje dá início ao período de jejum e penitência.
Durante toda a Quaresma, as galinhas não paravam de botar ovos, resultando num grande estoque que deveria ser consumido com rapidez para que não estragasse. Como a Quaresma termina na Quinta-feira Santa, três dias antes do Domingo de Páscoa, os ovos se tornaram elementos abundantes durante a festividade que celebra a Ressurreição de Jesus.
Além deste evento econômico, existem lendas na tradição cristã que buscam incorporar os ovos de Páscoa ao Cristianismo, especialmente ao Cristianismo Oriental. Uma delas afirma que Maria Madalena trazia ovos cozidos para repartir com outras mulheres que estavam próximas à tumba de Jesus, e os ovos, que representariam a pedra que fecha o túmulo, ficaram vermelhos quando as mulheres viram Jesus ressuscitado.
Outra lenda conta que Maria Madalena, em seus esforços para divulgar o Evangelho, fez uma visita ao Imperador de Roma e o saudou dizendo “o Cristo ressuscitou”. Ao ouvir tal saudação que lhe pareceu absurda, o Imperador apontou para um ovo que estava sobre a mesa e disse “o Cristo ressuscitou tanto quanto este ovo é vermelho”. Imediatamente o ovo ficou milagrosamente tingido de vermelho sangue.
Fonte Sociedade Gnóstica interncaional





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