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A mulher na política brasileira

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Os diversos comentários sobre a presença da mulher na política no Brasil levam à busca do entender os motivos que mantém a baixa presença feminina nos espaços privilegiados de poder público, seja no executivo, legislativo ou judiciário, diferente do que vem ocorrendo, os últimos dez anos, no setor privado.
Segundo dados publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral, relativo ao ultimo pleito de 2016, nos 5236 municípios brasileiros, 1285 municípios não elegeram nenhuma mulher, seja para o executivo ou para a câmara municipal, assim como 15218 candidatas às câmaras municipais não tiveram um único voto.

Na Bahia com 407 municípios, 184 dos mesmos não elegeram nenhuma mulher (executivo e legislativo) e 1214 não obtiveram nenhum voto.


Em Camaçari que teve o registro de uma participação feminina na disputa pelo executivo e 238 para cargos proporcionais, nenhuma obteve êxito eleitoral. Alem disso, a somo dos votos feminino, para o legislativo, não daria para atingir o coeficiente mínimo de uma legenda (se fosse o caso)
O que se pergunta, é por quê?


Tanto a população Brasileira como a do Estado da Bahia e de Camaçari é constituída, respectivamente, de 53, 52 e 52% de pessoas do sexo feminino. Por outro lado, a legislação eleitoral exige que os partidos ou as coligações partidárias reservem 30% das vagas para as mulheres.


Os analistas divergem em opiniões. Uns argumentam que as direções partidárias são dominadas por homens (exceto no Partido dos Trabalhadores e na REDE) e as mulheres que são indicadas como candidatas não representam prioridades dos partidos, participam apenas para atender aos ditames legais. Outros afirmam que, o campo político sempre foi um espaço de negociações e posicionamentos fora dos padrões éticos e culturais femininos. Desde o período colonial, para as mulheres fora direcionados papeis específicos no seio da família e da sociedade. Foram direcionados, para elas, tarefas domesticas e cuidados com os filhos e marido.

Atualmente no Brasil a representação feminina é 12,3% das assembleias legislativas, 13,7% da câmara e do senado federal, 12,2% dos prefeitos (as eleitas em 2016 são 10,2%) e, para as capitais foram eleitas apenas 2 representantes, equivalentes a 0,001%.
Na Argentina a participação feminina alterou esse quadro com a eleição em lista. Esse processo complementa a exigência da quota de participação de 30% na indicação de candidaturas, assim como garante que a lista eleita levará aos espaços legislativos 30% da representação feminina.
Adelmo Borges

Por: Portal Abrantes

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