O debate sobre a cobrança de energia para os permissionários do Centro Comercial de Camaçari foi pautado pelo vereador Kaique Ara (PT) durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (05/03). Para o parlamentar, o problema, que já é antigo, precisa ser resolvido o quanto antes.
“O ex-prefeito da cidade se dizia feirante, mas não fez uma intervenção para que a feira pudesse se tornar um centro pujante. Cabe a nós, do governo atual, fazer o que for necessário para garantir aos feirantes mais qualidade e melhores possibilidades de venda. Obviamente, hoje o debate central é a cobrança da taxa de energia, e isso não é uma decisão política do prefeito, mas uma recomendação do Ministério Público. Tudo que vem da Justiça precisa ser atendido. A gente não pode nem matar o boi, nem deixar o freguês sem carne”, afirmou Kaique Ara.
O parlamentar defende que a cobrança seja proporcional ao tamanho do comércio de cada permissionário. “Para o feirante que tem um ponto menor e arrecada menos, que ele pague menos, em relação ao outro comerciante que vende mais, arrecada mais e, obviamente, deve pagar mais. A sugestão é que sejam instalados relógios da Coelba para que os comerciantes paguem exatamente aquilo que consomem”, explicou.
De acordo com o vereador, mais de 60% dos permissionários devem pagar a taxa mínima. “Muitos deles consomem o mínimo de energia, e a gente precisa requalificar o Centro Comercial. Do jeito que está hoje, a feira traz mais prejuízo do que lucro para o município. Precisamos tratar esse equipamento com a ideia de requalificação, tornando-o um ambiente melhor para que os munícipes venham comprar. Que sejam atraídos não apenas pela infraestrutura, mas também pela higienização, qualidade e capacidade de atrair clientes para fazer as compras do mês ou da semana, fortalecendo os comerciantes de Camaçari”, destacou.
Atualmente, o Centro Comercial onera o município em cerca de R$ 12 milhões, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão por ano apenas com consumo de energia. “Acredito que precisamos despolitizar o debate em relação ao Centro Comercial e partir para aquilo que, tecnicamente, funciona”, concluiu Kaique Ara.





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