O quadro de instabilidade econômica e social que assola o Brasil, que segundo os especialistas deve durar por volta e 5 anos, no mínimo, intensificada com o impacto do afastamento da presidente Dilma Russeff, após intensas e conturbadas disputas na câmara dos deputados e, por fim no senado, não tem sido objeto de debate pelos candidatos majoritários, tão pouco pelos pleiteantes à câmara municipal de Camaçari.
O episódio tem fomentado grandes manifestações por todas as regiões do país, onde, parte significativa da população considera um episódio ilegítimo, sem provas sustentáveis que justificasse o indiciamento que culminou com o afastamento da presidente. Movimento fortalecido, ainda mais, com a sinalização de redução e até mesmo o fim de programas importantes para a complementação de renda da população como o “bolsa família”, “minha casa minha vida”, Pronatec, “ciência sem fronteira”, “bolsa universitária”, subsídio à agricultura familiar, assim como, restrições ao programa de cotas para acesso aos cursos universitários, iniciativas de proteção e promoção das minorias (LGBT, crianças, mulheres, afrodescendentes etc.).
Assim, os trabalhadores se veem na eminência de redução de benefícios conquistados a exemplo aposentadoria aos 60 anos com trinta e cinco anos de contribuição, 13º salário anual, jornada de trabalho com 40 horas semanais, aumento do salário mínimo acima da inflação, liberdade sindical, atualização da tabela de descontos do Imposto de renda, data base para aumento dos salários.
O Partido Comunista do Brasil - PCdoB e o Partido dos Trabalhadores – PT, se destacaram nos plenários da Câmara de deputados e posteriormente no senado, onde travaram uma batalha hercúlea na defesa dos princípios democráticos tendo obtido o reconhecimento da militância, dos simpatizantes e de grande parte da população, notadamente das classes C e D, principais alvos dos benefícios edificados durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Russeff e por consequência, principais alvos a serem atingidos com a estagnação do desenvolvimento econômico e da continuidade das políticas dos benefícios sociais.
O que se observa, é que, nenhuma das bandeiras partidárias está sendo objeto de exposição nos debates, nos planos de governo apresentados, tão pouco nos encontros com setores específicos ou durante as mensagens direcionadas para o grande público. Nem mesmo a menção de reprovação das arbitrariedades contra o estado de direito, às atitudes que ferem os princípios republicanos e democráticos, no sentido de contribuir para informar e manter a população mobilizada para a garantia das conquistas alcançadas.
Afinal temos concorrentes petistas, comunistas do PCdoB contrários ao ocorrido, no nível da política nacional. Demistas, psdbistas e peemdebistas principais protagonistas dos recentes eventos.
O que se presencia é a exaustão de agressões pessoas, verídicas e inverídicas, muitas delas extensivas a familiares, assessores e colaboradores, listagem de proposições inviáveis, outras totalmente divorciadas das necessidades e interesse da população, que convive com altos índices de desemprego (15,6% - PNUD julho 2016), com salário médio per capta de R$583,60 e médio familiar de R$1.238,56.
Estamos a aproximadamente 20 dias do veredito popular. No próximo de 2 de outubro a população irá as urnas e definirá sua preferência. E o que for decidido não deve se contestar. A vontade coletiva deve ser respeitada. Vencerá aquele ou aquela que tocar com maior eficiência o sentimento dos eleitores.
Camaçari precisa ser administrada e planejada com um olhar para os próximos 10 anos, quando deve atingir uma população aproximada de 500 mil habitantes, tendo como propósito a redução da pobreza, da habilitação para o trabalho, da mobilidade urbana, do déficit habitacional, serviços médicos de qualidade e educação que qualifique para o acesso ao ENEM ou diretamente à universidade, implantação de centros de cultura, esporte e lazer.
A responsabilidade e de todos. Todos aqueles que nasceram ou moram nessa cidade, aqui trabalham, cuidam e sustentam suas famílias. Todos aqueles que almejam dias melhores.
Adelmo Borges





Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar