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Camaçari

Vereadores debatem em tribuna queixa crime prestada pelo Secretario de Educação de Camaçari contra um vereador

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 Heriks Trabuco

Na 8º sessão ordinária desta quinta-feira (04/09), realizada na Câmara Municipal de Camaçari, vereadores de oposição e situação usaram a fala nos assuntos gerais para se posicionarem sobre a queixa crime que o secretário de Educação do município, Márcio Neves, prestou contra o vereador Jackson Josué (União), na 28º Delegacia Territorial (DT). Segundo o gestor da pasta, o parlamentar divulgou Fake News ao falar na tribuna que estava proibida pelas escolas públicas e particulares da cidade, a utilização da bandeira do Brasil nos desfiles cívicos do mês de setembro.

O vereador Dr. Elias Natan (PSDB) foi o primeiro “a prestar solidariedade” ao colega de parlamento. “Ele foi vítima de uma certa censura, e o que me causou espanto é que foi feita por um par dessa Casa, o secretário Márcio, que discordando do pronunciamento do vereador Jackson, protocolou junto a delegacia uma queixa. Então, não poderia deixar em nome da democracia, do respeito que essa Casa tem e merece ter perante a sociedade camaçariense, aceitar esse tipo de conduta. O vereador ele é livre para usar a tribuna de forma soberana, e não pode ter represália em virtude disso”, pontuou.

O presidente da Câmara, vereador Niltinho Maturino (PRD), também tratou do assunto. “Essa Casa não pode se calar. Fomos eleitos para poder representar o povo dessa cidade. E o nosso vereador licenciado, que eu tenho muita admiração professor Márcio, entra com uma ação na delegacia contra o nobre vereador Jackson Josué. Eu queria falar que o senhor [Márcio Neves] não pode esquecer que faz parte desse parlamento, e aqui fomos eleitos para poder falar o que o povo sente. O senhor como secretário do município tem que absolver as críticas aqui, porque nós não fazemos críticas por fazer, fazemos para que as coisas não aconteçam”, exaltou.

Vereador Jackson Josué (União), agradeceu as falas a seu favor, e mais uma vez se posicionou. “Eu estou no meu terceiro mandato, e confesso a vocês que já fui do Partido dos Trabalhadores, e todas as denúncias que já trouxe aqui na tribuna, tinham veracidade. A única que eu errei, usei essa própria tribuna para pedir desculpas a pessoa. Mas, quero dizer ao vereador eleito, diga-se de passagem o segundo mais votado do município [na última eleição], que o artigo 56 da nossa Lei Orgânica, é dito que daqui de onde eu falo, 'os vereadores gozam da inviabilidade por suas opiniões, palavras e voto no exercício de seu mandato, na circunscrição do município'. Aqui, o que eu falar e qualquer um dos senhores, é inviolável, ele tem que respeitar, até mesmo porque está vereador eleito pelo povo de Camaçari, como os 23”, ressaltou.

Em defesa do secretário de Educação, o líder de governo na Câmara, vereador Tagner Cerqueira (PT), declarou que gostava do vereador Jackson porque o colega de parlamento era coerente. “Ele não usa dessa tribuna para propagar Fake News, para falar inverdades, para trazer a mentira do quanto pior melhor, porque meu povo tudo está inscrito e publicado. Mas não adianta um vereador vir aqui e jogar pra galera, porque tem vereador que quer vir aqui para fazer o vídeo e ganhar likes na internet. Tem que dizer a verdade, e se tiver errada as coisas do governo, tem que dizer, vereador é pra isso, pra apontar onde estão os erros. Ele trouxe uma denúncia, liguei pra ele e disse que estava surpreso, porque assisti uma apresentação do secretário da Educação professor Márcio, que apresentou toda a estrutura do desfile, palanque e arquibancada em verde e amarelo. Então, houve algum ruído de comunicação, e é sempre bom a gente apurar, mas não é por parte do governo a proibição, porque nós estamos construindo o desfile de 07 de Setembro nas cores da nossa pátria”, disse.

Também defendeu o gestor da Seduc e a gestão, o vereador Kaique Ara (PT). “Vi o projeto do 07 de Setembro e é todo em verde e amarelo. Confesso ao senhor [vereador Jackson], que se fosse em vermelho por exemplo, que é a cor do meu partido, eu nem estaria lá no 07 de Setembro da Gleba E, porque sou professor de história e sei a simbologia do que é defender a pátria no nosso Brasil. Então, eu bem sei do prejuízo histórico e social que é tentar invadir a temática de um 07 de Setembro com cores que não sejam da pátria, assim como foi feito nessa cidade pelo ex-prefeito quando azulou a cor do padroeiro. Eu sou católico, e a cor do padroeiro da cidade São Thomaz de Cantuária é vermelho, e o ex-prefeito fez a atrocidade de pintar de azul. Então, sou complacente vereador Jackson com sua indignação e tenho certeza que a Prefeitura de Camaçari não iria errar na cor, porque estive na apresentação”, concluiu o assunto.     

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