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Camaçari

“A Cordoaria entrega cultura, resistência e sabedoria” afirma seu Dadu da Cordoaria na reinauguração da Cidade do Saber

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Seu Dadu da Cordoaria, uma personalidade do Quilombo localizado em Vila de Abrantes, foi conferir de perto a reinauguração da Cidade do Saber, que aconteceu na última quarta-feira (20/08). Em entrevista ao Portal, ele chamou a atenção para a importância de valorizar a cultura e a contribuição histórica do recanto.

“Vejo essa reinauguração como um dever cumprido para uma cidade histórica como Camaçari, e vejo ainda Vila de Abrantes dentro desse contexto histórico. Espero que esse palco, essa casa venha trabalhar não só a história de Camaçari no geral, mas começando por Abrantes que está adormecida, que tem potencial para ter grandes roteiros, filmes, curtas-metragens. Espero ver principalmente a Cordoaria nas telas da Cidade do Saber. Nós somos um morrão fumegante, estamos na roça, mas estamos na resistência. Trazemos uma grande contribuição porque somos um Quilombo reconhecido e o mundo conhece Camaçari por causa da Cordoaria, porque 80% das visitas de pessoas do exterior a Cordoaria, não vem nem na sede da cidade”, declarou seu Dadu. .

Dos 71 anos de vida, 70 foram vividos na Cordoaria, por isso seu Dadu conhece o Quilombo e sua história. “É uma comunidade étnica, ela tem várias pessoas que vieram do continente Africano, da Costa do Marfim, pessoas de origem Nagô e de outras regiões. O município tem essa dívida história com o Quilombo de Cordoaria. No tempo da escravidão produzíamos açúcar e resistimos lá até o presente momento. Temos uma história muito longa, temos alguns curtas-metragens, e vários livros publicados sobre a nossa história. Pesquisadores do mundo todo já passaram por Cordoaria fazendo mestrado, dissertação. Já recebemos chefes de cozinha o francês Érick Jacquin que foi lá para fazer comida africana com taioba, pra você a importância daquele lugar”, exaltou.

Seu Dadu fala com orgulho e pertencimento do Quilombo. “As grandes faculdades do Brasil estão visitando a Cordoaria para buscar o que elas não encontram em outros cantos. Lá eu costumo dizer que é um Quilombo que recebe várias pessoas, porque eu conheço outros no estado da Bahia que são fechados, porque muitos já sofreram golpes, por isso a resistência de não abrir, de não contar suas histórias. Costumo dizer que a Cordoaria é uma universidade a céu aberto”, finalizou.

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