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Transtorno bipolar: exercício físico pode ser um aliado no tratamento

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Praticar uma atividade física com frequência traz inúmeras vantagens ao corpo. Ela, inclusive, pode ser uma aliada importante nos tratamentos de distúrbios mentais, como por exemplo, o transtorno bipolar. Segundo Everton Raeda, Coordenador na Rede Alpha Fitness, o exercício auxilia diretamente no controle do humor, impulsionando a produção de substâncias como serotonina, dopamina e endorfina; elementos que beneficiam o sono, a memória, o raciocínio, o estresse e o bem-estar. "O corpo em movimento afeta positivamente várias funções do cérebro. Em um tratamento que envolve várias áreas, o exercício é uma ferramenta que soma muito à saúde mental", explica o especialista.

Não existe um tipo de exercício perfeito que sirva para todos os que possuem bipolaridade. O exercício deve ser escolhido conforme o que a pessoa gosta e de acordo com a sua condição física, para que ela siga motivada e praticando. "Os exercícios físicos são fortes aliados para a redução dos sintomas ansiosos e depressivos das pessoas com diagnóstico de bipolaridade. Acompanhado de um profissional, a prática esportiva estimula a liberação de hormônios como a endorfina, dopamina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar, auxiliando na estabilização do humor dos pacientes", acrescenta Raeda.

No Transtorno Bipolar, a pessoa pode oscilar entre quadros de extrema aceleração e excitação, conhecidos como mania, ou o oposto, pode sofrer de uma prostração causada por episódios depressivos. Nesse sentido, as atividades físicas podem contribuir para ajudar a estabilizar o paciente fisicamente e psicologicamente, o que se torna um ganho muito importante para a qualidade de vida. "Uma prática de 30 minutos, três vezes por semana e de intensidade moderada, já é o suficiente. Os exercícios físicos também contribuem para promoção da saúde clínica e das funções cognitivas, socialização e autoestima", finaliza o especialista da Rede Alpha Fitness.

Vale lembrar que é fundamental ter a orientação de profissionais de saúde mental e física, para que o cuidado seja completo e adequado a cada pessoa. E no final, o exercício não será apenas uma atividade física, será também uma forma de terapia que pode mudar a forma como uma pessoa lida com o que tem.

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