Além das grandes atrações musicais, o Camaforró 2025 ofertou para o público, em especial para as famílias, o Vila Maria Bonita, um espaço dedicado a cultura, a arte e a tradição. Dentre as diversas quadrilhas juninas que se apresentaram no local nos quatro dias de evento, estava a Phoc Tá de Vila de Abrantes, que tem 30 anos de história.
O Portal conversou com uma das organizadoras do grupo, dona Dete, que falou dos desafios de manter a tradição da Phoc Tá viva. “A nossa quadrilha iniciou com a nossa irmã Rosária que faleceu, mas que nos ensinou muita cultura como bumba meu boi e nos deixou a quadrilha. Então, para não deixar morrer a história, aos troncos e barrancos nós seguimos esse legado. Eu, Maria Eugênia, minha filha Rafaela e Taiane estamos à frente da quadrilha”, pontuou.

Questionada se dá trabalho manter a quadrilha junina, Dona Dete afirmou que é um desafio todos os anos. “Dá muito trabalho, é um gasto que a gente não sabe de onde tirar, mas só que como fazemos com amor, a gente vai se virando. Tomamos dinheiro de um, o cartão do outro, e fazemos nossas roupas e nossa festa. Confesso que quase desisto, mas como tenho fé em Deus, estamos aí se apresentando”, declarou.
Há 9 anos a quadrilha Phoc Tá conta com o apoio da Secretaria de Cultura (Secult) de Camaçari através de edital. “A cultura não tem nada haver com a política, a cultura é cultura e tem que ser valorizada. No início não tinha apoio, mas agora sem essa ajuda não teríamos condições de manter”, afirmou Dona Dete.









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