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Camaçari

Vereador João Dão afirma que “não tem como se colocar em prática”, emenda aprovada pela Câmara voltada para os professores

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Uma das emendas a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2026, aprovada na sessão ordinária da última terça-feira (17/06), na Câmara Municipal de Camaçari, foi contestada pelo vereador João Dão (PSB), que votou contra o texto por acreditar que o Poder Executivo não terá como atender em um ano, a recomposição da tabela de remuneração dos professores da rede pública. O parlamentar, que também é professor, explicou sua posição e do grupo de situação.

“Tivemos acesso a emenda aditiva três a LOA 2026, proposta pelo vereador Jackson, e fizemos vários questionamentos a cerca dessa emenda, pois não houve um diálogo entre o edil e a representação dos professores. O que foi discutido em assembleia foi uma outra proposta, e que eu como professor e os demais colegas, sabemos a dimensão que é esse buraco que foi deixado aí pelo ex-prefeito Elinaldo, que por oito anos não atualizou a tabela remuneratória dos professores. Infelizmente, essa emenda é inexequível, não tem como se colocar em prática, dada a abrangência e necessidade de recurso financeiro que seria necessário para cumprir essa tabela em apenas um ano. Até o procurador da Câmara sinalizou, indicou que o parecer fosse contrário, pela rejeição dessa emenda”, afirmou João Dão.

Ainda na terça-feira, o vereador disse que aconteceu a primeira mesa de negociação, onde foi formada uma comissão com representantes do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública de Ensino de Camaçari (SISPEC), para dialogar com o governo. “O objetivo é fazer a construção desse novo Plano Plurianual nos quatro anos, que foi a proposta aprovada em assembleia. O governo está solicito, está aberto para debater com a categoria e com a Câmara Municipal. Eu, enquanto vereador e professor, vou estar acompanhando esse estudo para que a gente entregue aos os professores o que é de direito. Então, parte do recurso que chega para o município através do FUNDEB é direcionado para pagamento de professor. Temos também recurso do tesouro municipal de 25% que vai para educação e o professor precisa ser incluído nisso, mas como falei, anteriormente, é uma reconstrução que precisa ser muito profunda e bem feita, para que a gente entregue de fato esse plano de cargos e salários dos professores”, salientou.

Questionado se acredita na existência de uma guerra interna no SISPEC, o vereador João Dão acredita que não. “O sindicato tem suas decisões muito coesas em prol da defesa dos professores mas, infelizmente existe um grupo paralelo de professores que tem relações intimas com o ex-prefeito Elinaldo, com a ex-secretária de educação Neurilene Martins. Muitos deles ficaram até o final do governo ocupando espaço, participando da política, e a gente até estranha porque foram oito anos de desmonte da tabela, da política. Inclusive na tribuna citei os cargos que são ocupados por professores de direção, vice-direção, de secretário escolar que não há atualização desde 2012. Tivemos a perda também a estabilidade econômica, e a gente não viu defesa, viu na verdade a deterioração das políticas”, finalizou.

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