A presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública de Ensino de Camaçari (SISPEC), que acompanhava em plenário na Câmara Municipal a sessão ordinária da última terça-feira (17/06), se posicionou sobre a fala do vereador Jackson Josué (União) na tribuna, ao citar a entidade e seu nome. O parlamentar alegou que sempre esteve ao lado dos servidores públicos, e que o prefeito Luíz Caetano deu apenas “o reajuste aos professores do piso nacional, que é obrigatório”.
A presidente Sara Santiago, pontuou que a categoria já conquistou sim o percentual do piso, e que a luta agora é a recomposição da tabela. “Já está no artigo 42 e 45 da LDO a recomposição do plano de carreira, e gerou uma polêmica após o vereador Jackson, que não sentou com o sindicato em janeiro, a gente não procurou ele, quando a gente aprovou o 6,27 aqui, presencialmente falei com ele ‘Jackson nos ajude’. Enviamos um oficio para o presidente da Câmara para solicitar a recomposição da tabela, aí o vereador Jackson pega um estudo feito pelo sindicato, sem nos consultar, e coloca em uma proposta, que inclusive foi considerada ilegal pela procuradoria da Câmara, e quando a gente viu o parecer do procurador a gente se preocupou. Até porque uma proposta de recomposição em quatro vezes entra no Plano Plurianual, a LDO é de 2026. Então, você colocar uma tabela cheia pra ser cumprida em um ano, pode-se correr o risco, de inclusive ser vetada pelo prefeito, pelo parecer da Câmara e pela a Lei de Responsabilidade Fiscal", destacou.
Questionada se o sindicato está dividido já que na plenária tinham sindicalistas aplaudindo a fala do parlamentar, a presidente disse que se tratava de um grupo de professores que fazia parte do governo anterior e que vislumbram a eleição do SISPEC em 2026. “São pessoas que ficaram caladas, vendo a destruição da carreira acontecer e que agora, depois de todo esforço que a gente fez, está querendo ser o pai da criança. Então, pessoas que fizeram parte do governo Elinaldo, que destruíram a nossa carreira, e agora querem tomar o sindicato. Existe um grupo de professores, que estão no movimento de oposição a diretoria”, afirmou.
Sara ainda afirmou que “não tem dúvida” que o ex-presidente do SISPEC Jorge Freitas, quer voltar a gerir o sindicato. “Eu não estou guerreando com ninguém, mas ele está tentando reconquistar um espaço que já foi dele, e quer voltar a ser presidente no governo de Caetano. Eu incomodo porque trabalho muito, e ele sabe perfeitamente que tudo que faço é bem orientado e bem feito. Ele sabe que não falo inverdades, que quando sinalizo não estou fazendo politicagem. Ele sabe que a recomposição de quatro vezes não entra na LDO de um ano, que esta proposta tem que entrar no Plano Plurianual. Agora, ele utiliza-se de uma narrativa para poder fazer com que o professor acredite que ele é quem vai ser o salvador”, concluiu.




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