Os vereadores de oposição da Câmara Municipal de Camaçari defendem que faltou respeito a Casa Legislativa e ao povo, por parte da bancada governista, ao impedir o andamento da 24º sessão ordinária, na manhã desta quinta-feira (12/06). O presidente Niltinho Maturino (PRD) em entrevista ao Portal declarou que ficou surpreso com a postura dos colegas de parlamento.
“Primeiramente eu me preocupo muito em representar o povo que concedeu não só a mim, como aos 23 vereadores, a oportunidade de estar aqui nessa Casa. E hoje a população estava presente aqui no plenário para ouvir e ver a votação de indicações importantes para a cidade e para o povo, quando a situação tumultuou a sessão, querendo que colocássemos na pauta a PL da LDO sem está apta para votação. O Regimento Interno nos protege enquanto a isso, nos dar autonomia para retirar de pauta o que não está de acordo com o rito. Aconteceram discussões nas comissões de Finanças e Orçamento, e na de Constituição e Justiça, mas ainda faltavam assinaturas de vereadores, e eles queriam que de qualquer forma a matéria fosse colocada em pauta, porque é de interesse ao governo municipal, e não do povo de Camaçari”, salientou o presidente.
Niltinho afirmou ainda que suspendeu a sessão por conta do desrespeito a mesa diretora. “Interromperam a sessão, faltaram com respeito com o primeiro secretário, indo para cima, tomando a pauta da mão do vereador Herbinho, desligaram nossos microfones, fizeram uma verdadeira baderna nessa Casa. Não vamos mais admitir situações como essa, e eles precisam entender que quem ganha governa e não oprime. O Regimento Interno nos autoriza a retirar de pauta a matéria antes da sessão se ela não estiver finalizada, concluída, e foi isso que fizemos. Na verdade eles precisam ler e entender o Regimento desta Casa”, reforçou.
Também em entrevista ao Portal, o vereador Jamessom (União), repudiou a atitude da bancada de governo. “Tudo o que aconteceu me envergonha muito enquanto vereador, envergonha a cidade que não espera isso da Casa Legislativa, mesmo que isso tenha partido dos vereadores que representam o prefeito. Eu me sinto envergonhado porque faço parte de um corpo e não compartilho desse tipo de comportamento, e quero deixar isso bem claro aqui para toda a sociedade. O governo precisa primeiro orientar os vereadores sobre o papel deles aqui na Casa e a não tratar a Câmara de forma desrespeitosa. Um ambiente hostil não favorece nada ao prefeito, pelo contrário, o prefeito tem que chamar seus vereadores para conversar e orientar para que eles se comportem dentro do que preconiza o nosso Regimento Interno”, pontuou.
O parlamentar na oportunidade mandou um recado para o líder de governo na Câmara, o vereador Tagner (PT). “Peço que ele chame os vereadores da situação para uma conversa, pois vi aqui hoje muita agressividade, muitos comportamentos que me deixaram triste. Tenho alguns deles como colegas, tenho maior respeito, mas eu vi um descontrole emocional enorme, e isso também tem a ver com a falta de diálogo com o líder, com o prefeito. A sessão acabou sendo impedida de acontecer, o que prejudicou muito, por exemplo, a categoria dos professores. Enquanto oposição, eu e o vereador Jackson apresentamos emendas e algumas subemendas que beneficiam a categoria do magistério, e o governo entendendo que a Câmara não teria o direito de aportar e indicar recursos provenientes do próprio orçamento, direcionando o prefeito qual o caminho, a bancada de governo, acabou tumultuando a sessão. O prefeito parece que está muito incomodado em ter uma Câmara de oposição que representa os interesses da população, e não o dele”, declarou.





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