A audiência pública para apresentação do Projeto de Lei nº 1178/2025, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026, realizada na manhã desta terça-feira (03/06), na Câmara Municipal de Camaçari, foi marcada por cobranças da plenária em especial sobre meio ambiente, educação e saúde. Já na tribuna discursos divergentes entre os vereadores da base de governo e oposição.
O líder de governo na Câmara, o vereador Tagner Cerqueira (PT), falou diretamente para os servidores públicos e professores do município presentes no plenário. “Eu compreendo a angustia, o desabafo, a inquietação, porque foram oito anos de muita falta de respeito com a categoria, e chegou a hora de a gente resolver essa parada. A LDO encaminhada pelo prefeito Caetano a esta Casa, já aponta os caminhos, está garantido na lei que vamos fazer a reestruturação, porque houve um achatamento da categoria que está hoje com seus salários defasados. E a diferença é que em nosso governo tem diálogo, e em nosso governo não vai ter interdito proibitório para a categoria”, pontuou.
Ao assumir a tribuna, o vereador de oposição, Jackson Josué (União Brasil), falou sobre o reajuste concedido pelo atual governo aos professores. “Caetano não deu os 5%, ele apenas atendeu o piso salarial, a verdade é essa e eu não posso chegar aqui e jogar pra plenária. Se ele tivesse dado os 5% hoje, daria cerca de R$ 243,38, mas não deu. Quando no início da gestão, essa Casa ainda estava de recesso, mandaram uma tabela arcaica, ultrapassada. Mas graças a Deus, ao bom senso, houve a correção do erro e hoje a prefeitura paga o piso”, ressaltou.
Já o vereador João Dão (PSB), externou que tem duas ações ajuizadas contra o governo anterior, que não teria o respeitado enquanto servidor. “Tem servidor público por exemplo, com 10 anos de serviço, que recebe menos que um salário mínimo. Ou seja, tem algumas gratificações que te dá subsistência, mas se ficar doente vai ter vencimento de um salário mínimo. E eu não vi vereador que hoje conclama que está pegando na mão do professor, do trabalhador, pegando na mão deles nesses últimos no mínimo quatro anos”, declarou.
Vereador Dr. Samuka (PRD) falou na oportunidade, da sua preocupação com os discursos dos colegas de parlamento. “Nós estamos com uma cidade que atravessa diversas crises sociais, principalmente no desemprego, na criminalidade, onde há cada dia vemos a violência aumentar em nossa cidade. A gente ver a saúde precária, falta atendimento, remédio, os serviços essências para a nossa população. [...] Mas aqui deveríamos estar falando de metas e prioridades dessa lei orçamentária, porque temos o PPA, a LDO e a LOA. Deveríamos estar falando também de prioridades de arrecadação, porque nós temos 42 quilômetros de orla, vários destinos turísticos, para que o município possa arrecadar mais para atender também a outras categorias. Então, acho que a discussão deveria tramitar nesse sentido. E se aqui não foram apresentadas metas para 'tal categoria', é porque para o governo não é prioridade”, afirmou.
O vereador Jamessom (União), foi o último a discursar e na oportunidade fez duras críticas ao conteúdo apresentado pelos prepostos do governo. “Respeitem os professores, respeitem os servidores públicos, vocês [vereadores de situação] estão calados agora. Eu não vou poupar ninguém, venham para a Casa resolver. Secretária [Rosângela Oliveira] o povo não está feliz, tem um problema político na sua secretaria. A senhora tem tentado trabalhar, eu converso com os servidores, está diuturnamente na Secretaria, mas a senhora está sendo boicotada, e a política precisa sair da saúde”, exaltou.





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