O Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia ingressou com uma ação civil pública contra a montadora chinesa BYD e duas empreiteiras, acusando-as de submeter trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão durante as obras de construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O processo, protocolado nesta terça-feira (27), pede o pagamento de R$ 257 milhões por danos morais coletivos. A denúncia tem como base o resgate de 220 trabalhadores chineses em dezembro de 2024.
De acordo com o MPT, os operários viviam em alojamentos insalubres, sob vigilância armada, com jornadas exaustivas e sem acesso a descanso semanal. Os passaportes eram retidos pelas empresas, e os contratos de trabalho continham cláusulas ilegais. Também foram identificados riscos graves à saúde e segurança dos trabalhadores.
As vítimas foram trazidas ao Brasil com vistos para funções especializadas, mas desempenhavam tarefas distintas na construção civil, o que configura entrada irregular no país. Segundo o órgão, os trabalhadores prestavam serviços exclusivamente à BYD por meio das empresas terceirizadas JinJiang Construction Brazil Ltda. e Tonghe Equipamentos Inteligentes do Brasil (atualmente Tecmonta).





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