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Não resta nenhuma dúvida que a questão política do Brasil é muito mais delicada que as questões econômicas e influência a outra com determinação. A composição dos poderes legislativo e judiciário utilizando-se de artimanhas legais passou a fundamentar posições de pressão sobre o Poder Executivo de maneira a se beneficiar e beneficiar pessoas e empresas que direta ou indiretamente contribuem para chegar aos postos e mandatos. Afirme-se que a questão recrudesce no limite que se evidencia a influência de empresas beneficiadas, por ação dos mandatos constituídos, com privilégios em empresas estatais, assim como a obrigatoriedade de comprovação de bens patrimoniais em incompatibilidade com a capacidade de renda dos atores dos esquemas.

 
Assim, projetos que tem por objetivo beneficiar a população via a regulamentação de procedimentos de controle econômico, passam a ser objeto de negociação visando à omissão de agentes públicos de envolvimento em tratos espúrio, causa de reflexos danosos ao desenvolvimento da indústria e do comercio, à fomentação de novas oportunidades de emprego e renda para a população e incentivo para pressões inflacionárias. Nesse jogo de interesses não há inocentes nem menos culpados. Todos os envolvidos visaram se eternizar no poder e muitos abdicaram dos compromissos com a ética e o zelo para com a coisa pública sob o manto do argumento da governabilidade.
 
Fato é que as últimas pesquisas não apontam mais que cinco por cento dos governadores brasileiros com mais de cinquenta por cento de aceitação popular e apenas oito por cento dos 5346 prefeitos municipais.


 
No município de Camaçari, os dados recentes coletados pelos institutos de pesquisa pelo método espontâneo nenhum dos candidatos atingiram mais que treze por cento, e pelo método induzido (quando se apresenta o nome dos possíveis candidatos), nenhum ultrapassam a casa dos trinta e um por cento. Isso, em um ambiente aonde os mesmos possíveis candidatos já chegaram a atingir oitenta e setenta por cento em épocas anteriores. 

 
Assim não deixa duvida que a população não mais acredita nas proposições dos políticos tradicionais, pelas diversas questões, desde a falta do cumprimento de promessas de campanha, assim como pelo anseio de experimentar um modelo que lhe permita a efetiva participação, mais criatividade na solução dos problemas e comprometimento com a ideia de partilhar com a população a formulação e a execução das intervenções que busquem solucionar as necessidades coletivas.

 
Volto a afirmar que o cenário político de Camaçari continua confuso permitindo que tudo possa acontecer. Além das candidaturas já postas, um agrupamento que reúne lideranças petistas insatisfeitas com a condução partidária no município, PCdoB, PSOL, PSTU, sindicatos, centrais sindicais e associações comunitárias, constituiu a FRENTE DE ESQUERDA, objetivando debater os problemas da cidade, a partir de fóruns de debates e reuniões temáticas. Sabe-se, também, que a REDE em fase de formação legal, pretende participar do pleito de 2016 com candidato próprio. 

São coisas que só o tempo apresentará uma resposta.
 
Adelmo Borges.

Por: Por Adelmo Borges/colunista colaborador

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