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Corpo de menino desaparecido há mais de 3 anos na Bahia é enterrado

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O corpo de Davi Lima Silva, que ficou desaparecido por quase quatro anos, foi enterrado sob grande emoção de familiares e amigos na manhã deste sábado (18), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. O menino de 12 anos havia sido visto pela última vez em março de 2021, enquanto passava férias na casa de parentes na zona rural de Itiúba, cidade do norte da Bahia. A ossada que foi identificada nesta semana como sendo de Davi foi encontrada em novembro de 2024, no mesmo local.

A mãe de Davi, Lilia Lima, se mostrou profundamente abalada durante o enterro: "É muito difícil, porque eu tinha esperanças de encontrar meu filho vivo. Infelizmente não foi da forma que eu queria", lamentou. Ela descreveu o período de buscas como uma luta dolorosa, onde a expectativa de um desfecho positivo se manteve até o fim.

O anúncio da confirmação da identidade dos restos mortais aconteceu na noite de terça-feira (14), após exames de DNA. A ossada foi descoberta por vaqueiros em uma área de difícil acesso em Itiúba, e antes disso, a família não havia recebido nenhuma pista concreta sobre o desaparecimento do garoto.

Desaparecimento e dificuldades na investigação

Davi foi visto pela última vez em 28 de março de 2021, quando estava visitando a avó em Varzinha das Olarias, comunidade rural onde a ossada foi encontrada. Na ocasião, a mãe de Davi, Lilia, relatou que o garoto desapareceu enquanto ela estava realizando um trabalho de fotografia. Após seu retorno, ela e outros familiares iniciaram uma busca que, apesar de envolver a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e até helicópteros, não trouxe respostas.

O desaparecimento foi investigado inicialmente pela delegacia de Itiúba, mas, após persistentes pedidos dos pais, o caso foi transferido para Salvador, onde a família vivia. Lilia e o pai de Davi, Edson Alves, passaram a questionar a atuação da polícia e a falta de pistas, já que, apesar dos esforços, a investigação parecia estagnar.

"Eu lutei 3 anos e 9 meses para encontrar meu filho e queria ter encontrado ele vivo, abraçado", disse Lilia, ainda emocionada com a perda.

Reconstituição e suspeitas

A investigação ganhou novos capítulos em março de 2024, quando a Polícia Civil realizou uma reprodução simulada do desaparecimento, na tentativa de entender melhor o que poderia ter ocorrido. Durante a reconstituição, foi sugerido que Davi poderia ter sido sequestrado entre a casa da irmã de Lilia e a residência da avó, uma distância de menos de 300 metros, embora ninguém tenha visto o garoto após ele sair da casa da tia.

A família de Davi sempre expressou desconfiança sobre a forma como os eventos ocorreram. Lilia contou que a sandália de Davi foi encontrada em uma área onde, segundo ela, ninguém havia visto o objeto antes, sugerindo que poderia ter sido colocado ali para confundir as investigações.

Luta por justiça

A mãe de Davi, com a dor ainda presente, pediu justiça pela morte do filho: "A gente nasce sabendo que um dia vai morrer, mas nunca estamos preparados para perder um filho. É muito doloroso, triste, e eu só peço que a justiça seja feita", afirmou, com a esperança de que a apuração das circunstâncias da morte do garoto ainda revele a verdade.

Exames periciais adicionais serão realizados para esclarecer as causas da morte de Davi, enquanto os pais continuam a luta por respostas e justiça.

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