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Camaçari

“Camaçari precisa valorizar mais o surf, falta incentivo para o esporte”, exalta sufista Glauco Rodrigues

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Em entrevista ao Portal, que tem acompanhado nos finais de semana a movimentação da orla de Camaçari, o surfista Glauco Rodrigues, 38 anos, falou com nossa equipe sobre sua história no furf, além de cobrar incentivos para a modalidade esportiva. Na Praia do Japonês, em Jauá, diversos atletas praticam o surf, e participam de eventos fora do município, mesmo sem apoio dos governos municipal e estadual.

Nascido em Aracaju (SE) e morando em Vila de Abrantes desde os dois anos, o empresário Glauco conta que surfa há de 20 anos nas praias da cidade. “Eu aprendi a surfar aqui na Praia do Japonês com outros surfistas que mandavam muito bem nas ondas, e meu objetivo era também evoluir e ver a galera surfando me puxou para o surf, eu achava muito bonito. Sempre fui um garoto que gostava de esporte radical, sempre quis aprender, mas tinha medo do mar, de me afogar. Aí fui me enturmando com a galera que já sabia e eles me incentivaram a conseguir uma prancha, e eu tenho um amigo chamado Henrique que veio de Santa Catarina, mas já mora um tempo em Abrantes e comecei a surfar com ele, e fui ficando fascinado com o esporte”, disse.

Com a prática, Glauco foi evoluindo, ganhando mais experiência no mar, e começou a se desafiar a pegar ondas ainda maiores. “Queria surfar aquelas ondas que eu via em filmes, então fui para Indonésia, Fernando de Noronha pegar as ondas de consequência e tive um bom desempenho nelas. Aqui em Camaçari para quem é iniciante a Praia do Japonês em Jauá é um berçário do surf, mas temos ondas grandes nas Praias de Busca Vida, Interlagos, Guarajuba, Itacimirim, na saída do rio em Jacuípe, dentre outras”, ressaltou.

Para Glauco o surf é um esporte elite, mas bastante praticado no município. “Mesmo assim muita gente que não tem condições acaba conseguido uma prancha doada, porque é um equipamento caro, ou compra bem mais barato de quem vai trocar a sua. Temos mais de 80 sufistas só aqui em Jauá e quando resolvemos fazer algo, nós praticamente catamos moedas. Eu por exemplo estou sempre idealizado, incentivando, promovendo junto com outras pessoas, mas é muito difícil sem apoio”, destacou.

Glauco pontua que falta incentivo para o esporte e que por isso os surfistas buscam outros picos. “Falta os governos municipal e estadual incentivar eventos, pra se ter uma ideia a Federação Baiana de Surf em 2024, fez uma etapa em Itacaré no Sul da Bahia, e está fazendo três em Praia do Forte, em Mata de São João, onde neste sábado e domingo estava sendo realizada a segunda etapa do baiano, três finais de semana seguidos para fomentar o esporte na cidade. E nós temos diversas praias no município e não tem eventos para os surfistas daqui participar e mostrar sua evolução”, destacou.

E para finalizar, Glauco deixa uma mensagem para que os próximos gestores da cidade [que conta com 42km de orla], tenham um olhar mais sensível para a modalidade esportiva. “Aqui é um dos maiores litorais de todo o estado da Bahia, Camaçari tem uma dimensão de praia imensa. É preciso que respeitem o nosso litoral e os nossos surfistas. Imagine quantos picos de surf temos aqui, mas não temos uma competição anual para movimentar o comércio, o turismo e incentivar os surfistas. Aqui temos dois irmãos, Iuri Santos e Bia Santos, que são dois talentos e que precisam de mais apoio, eles têm futuro e veem se destacando no esporte, isso é preciso ser valorizado”, finalizou.

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