Foi preso na última terça-feira (19/11), durante a Operação Contragolpe, o policial federal baiano, Wladimir Matos Soares, por suspeita de envolvimento no plano de golpe, que tinha como principal objetivo, assassinar o presidente Lula. Além dele, o general da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra Azevedo, estão entre os detidos.
Segundo investigações da Polícia Federal (PF), “Mike Papa”, como era conhecido no bairro de Roma, em Salvador, atuou durante o mandato do ex-governador e atual senador Jaques Wagner (PT), quando gestor da Bahia de 2007 a 2014. O policial coordenou a Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança da Bahia (SSP-BA), sendo exonerado em março de 2008.
Os quatro outros investigados, são integrantes das Forças Especiais do Exército, conhecidos como "kid pretos", pela especialização em ações de guerrilha, infiltração e outras táticas militares de elite. As investigações mostram que em 2022, eles planejaram o golpe intitulado de "Punhal Verde e Amarelo", onde matariam além do presidente da república, o seu vice, Geraldo Alckimin, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Indiciamento de Jair Bolsonaro
Foi indiciado pela PF o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) "por abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado e organização criminosa", contra o presidente Lula no golpe "Punhal Verde e Amarelo". Outras 36 pessoas, dentre eles membros do ex-governo, também enstão inclusos no mesmo inquérito.
O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria Geral da República (PGR) deve analisar se vai denunciar ou não os indiciados.





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