O Colégio Estadual de Vila de Abrantes (CEVA) já tem uma nova diretora, a professora Claudia Cristina Araújo de Oliveira, ou simplismente pró Cris, que assumiu a gestão da unidade escolar neste mês de novembro. Em entrevista ao Portal, a educadora falou sobre projetos e expectativas a frente da maior unidade escolar pública do distrito, em meio a polêmicas com a saída repentina do antigo gestor.
Professora Cris tem experiência em gestão, e já passou pela direção de outras unidades escolares do município. “Fui diretora da Escola Polivalente por 8 anos, vice-diretora do CETEPRM por mais 8 anos. Agora vou iniciar essa gestão aqui em Vilas de Abrantes. Sou uma gestora simples, tímida, que não gosta de aparecer. Eu gosto que meus professores apareçam, que meus alunos apareçam. Sou apaixonada por educação, eu criei muitos laços ao longo de toda essa minha jornada em gestão e em sala de aula também com meus alunos”, destacou.
Nascida em Recife, a diretora contou que “os ventos da construção do saber”, trouxeram ela para Camaçari. “Eu vim para cá para fazer o concurso, fiz dois concursos de estado, fui admitida, sou bi-ocupante, fiz o curso de gestão para me aprimorar na gestão escolar. E desde então tento desenvolver meu trabalho da melhor forma possível, e Graças a Deus, tenho um retorno positivo”, afirmou.
Na oportunidade, Pró Cris comentou a movimentação que aconteceu na escola, com a saída do antigo gestor. “Teve uma turbulência inicial, e eu respeito muito o gestor anterior. A mudança, o novo, pode assustar um pouco, mas graças a Deus essa comunidade já está me abraçando. Estou tendo um bom convívio aqui na escola. É um desafio por ser uma megaestrutura. Eu concebo essa escola como um patrimônio não apenas nós, mas da comunidade. Eu acho que essa megaestrutura aqui ela precisa, ela deve ser compartilhada com toda a comunidade. A gente não pode guardar somente pra gente. Então, acho que precisamos compartilhar todo esse espaço aqui porque precisa ser ampliado já, falta uma biblioteca aqui. Vou brigar pra que a gente possa ampliar ainda mais esse espaço. E eu quero ver meus alunos premiados, pois venho de uma escola onde meus alunos foram premiados”, exaltou.
A diretora destaca que sua segunda formação foi em educação profissional, e que pretende aplicar essa experiência no CEVA. “Tenho ex-alunos premiados fora do estado, e até fora do país. E eu acho que nossos estudantes aqui precisam e merecem vivenciar isso. Então, eu quero os meus alunos reconhecidos. Eu quero que eles possam usufruir de todo o aprendizado que essa comunidade docente tem para oferecer, porque a comunidade docente daqui é de excelência também, mas eu quero que os meus alunos saiam daqui melhor do que entraram, capacitados para o mercado de trabalho. Porque eu quero encontrar eles lá na rua buzinando em um carro importado, baixando o vidro, aí um aluno meu diz 'oi pró Cris', isso pra mim é um orgulho”, disse.
Sobre os desafios de uma grande estrutura, para uma quantidade de colaboradores insuficientes, a diretora fala dos seus planos. “Eu quero contar com uma equipe eficiente, uma equipe motivada. Eu gostaria que a Secretaria investisse em tecnologia. Eu quero que nossos estudantes consigam transitar em todo o ambiente escolar com acesso à internet. Eu vi que tem uma demanda para isso aqui. Eu espero, na verdade, praticar uma gestão com bons exemplos, porque esse espaço tem que ser protegido, e eu já convivi com os dissidentes cuidando do espaço e quero que eles façam isso, que saibam que não podem pichar, e os nossos estudantes precisam ter conscientização, para que eles mantenham esse espaço bem preservado para os próximos, para os seus irmãos e seus primos”, salientou.
A gestora destacou ainda que sua primeira ação ao assumir a escola, foi conversar com todos os envolvidos no funcionamento do CEVA. “Fiz uma reunião no teatro aqui, com toda a liderança da escola, com os líderes e vice-líderes, com o Grêmio Estudantil. Graças a Deus, fui bem acolhida pelos meus estudantes, que batem na minha porta diuturnamente, pra me conhecer, pra conhecer a sala, pra conhecer quem é a Pró Cris. As portas da minha sala estão sempre abertas. Os meus estudantes têm acesso livre, e eu vou manter isso sempre. Porque eu acho que o diálogo com estudante é extremamente necessário para uma gestão democrática”.
Sobre sua relação com o Grêmio Estudantil, a gestora disse que será de parceria. “No Polivalente eu que briguei para que fosse construído um Grêmio, porque eu não concebo uma escola sem um Grêmio estudantil. A gente precisa dessa representatividade. Eu já falei com o Grêmio do CEVA, pedi para que eles criarem um Google Forms, para fazer um levantamento das necessidades dos estudantes, o que eles esperam para 2025, para que eu possa tentar atendê-los dentro das demandas. Então, estou aqui ouvindo todos, os funcionários, os professores, para que a gente possa exatamente fazer essa gestão compartilhada”, declarou.
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