Na tarde desta sexta-feira (01/11), o Portal acompanhou uma movimentação no Colégio Estadual de Vila de Abrantes (CEVA),de professores, colegiado escolar, grêmio estudantil e sindicalistas, por conta da exoneração do diretor da unidade, professor José Adriano Santos, sem aviso prévio e nem justificativa para a decisão. Assim como todos da escola, o educador foi pego de surpresa, quando tentou entrar no sistema, e teve o acesso negado.
De acordo com o advogado da Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Dr. Lucas Sobrinho, a decisão foi tomada “de forma vertical”, e a entidade vai tentar reverter a exoneração, dada a importância e contribuição do educador para o CEVA. “Logo que tivemos conhecimento da notícia, nos articulamos junto a diretoria executiva, na pessoa do nosso presidente Rui Oliveira, e viemos até aqui para tentar buscar algum documento formal, para que na segunda-feira a entidade, a comissão de educação do sindicato, reúnam-se com a secretária Rowenna Brito, onde vamos apresentar um pedido de satisfação da comunidade escolar a Secretaria de Educação do estado, e a partir daí, vamos tentar fazer a tratativa para que todo esse impasse seja resolvido, haja vista que é uma comunidade que tem o privilégio de ter o professor Adriano como diretor, porque além de ser um excelente profissional, ele cumpre com todas as suas reponsabilidades como servidor público”, explicou.

O coordenador da APLB, professor José Miran Marques, ressaltou que recebeu ligações de vários educadores, indignados com o ocorrido. “Fomos pegos de surpresa, porque o trabalho do professor Adriano aqui é de excelência. Ele pegou essa escola aqui ainda na estrutura antiga, que era ruim, e mesmo assim ele se dedicava. Foi uma das pessoas que tomou a frente para que esse novo prédio fosse construído. De repente, sem aviso prévio, de maneira arbitrária, autoritária, foi exonerado. A comunidade escolar reagiu e quer a manutenção do professor Adriano, e a APLB apoia incondicionalmente que ele retorne para o cargo”, exaltou.

Secretário da APLB, o professor Valdivio Pinto de Sá, reforçou ao Portal que a exoneração foi arbitrária. “Estamos aqui para prestar total solidariedade a comunidade escolar do CEVA, e ao diretor Adriano, pois foi uma decisão que deixou todos revoltados. A forma como foi feita me lembra o Carlismo, isso é prática da direita, da época de Antônio Carlos Magalhães”, salientou.
Para o representante dos professores, junto ao colegiado do CEVA, Heitor Mendes, uma decisão como essa, deve ser tomada após todos os envolvidas na unidade escolar, serem consultados. “Foi algo muito inesperado, surpreendente, não se faz uma exoneração assim sem comunicar ao cidadão, sem comunicar e consultar a comunidade, sem perguntar aos professores, os estudantes e até o próprio colegiado da escola, que é um órgão democrático, deliberativo, que trabalha por uma gestão pública participativa”, disse.

Também insatisfeita com a exoneração, a presidente do Grêmio Estudantil do CEVA, Mirela, se posicionou. “Não nos deram uma satisfação, a escola está sem a gestão escolar, não tem alimentação para os estudantes e está todo mundo aqui a ver navio. Que os responsáveis apareceram, isso é desumano, não só com o diretor Adriano que já tem 14 anos de trabalho aqui dentro dessa escola, fazendo o melhor possível pela comunidade escolar. Então, se os responsáveis gostam dos estudantes como dizem, que acreditam que somos o futuro, é preciso que se revoltem e cobrem a secretária de estado, pois a gente precisa de uma resposta. Se nada for resolvido, estamos nos mobilizando e vamos parar tudo”, declarou.
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O Portal vai tentar contato com a Secretaria de Educação do Estado, para saber o que motivou a exoneração.





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