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Camaçari

"Camaçari comemora dia 28 de setembro 266 anos de emancipação política e 466 de fundação", destaca Diego Copque

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Neste domingo (22/09), acontece em Vila de Abrantes, o desfile cívico em homenagem ao aniversário de Camaçari. Em 2024 o município está completando 266 anos de emancipação política e 466 anos de fundação, de acordo com o historiador, pesquisador e escritor, Diego Copque.

“Camaçari é uma das cidades mais antigas do Brasil, e por que eu digo isso. Porque dentro do processo de colonização do nosso país, foi fundado o Aldeamento do Espírito Santo. Esse aldeamento é que deu origem ao que nós conhecemos hoje como município de Camaçari. Para além da fundação do Aldeamento do Espírito Santo, foram fundados outros aldeamentos indígenas também nessa região que fazem parte do território do nosso município. Por exemplo, em 1558 foi fundado o Aldeamento do Espírito Santo. Em 1560 foi fundado o Aldeamento de Santo Antônio de Rembê, que hoje conhecemos como Arembepe. Ainda em 1560 foi fundado o Aldeamento de Santo Antônio da Barra da Ressaca do Rio Jacuípe, que deu origem em Monte Gordo e Barra do Jacuípe. E por fim, em 1561 foi fundado o Aldeamento de Bom Jesus de Tatuapara, onde Garcia Dávila iniciou a construção de seu castelo Garcia D'Ávila, em Açú da Torre”, explicou.

Diego pontua que muitas pessoas desconhecem fatos históricos importantes sobre a fundação do município.  “Por exemplo, Açu da Torre, até 1924 pertencia ao município de Camaçari e não à Mata de São João. Então nós temos a fundação de quatro aldeamentos indígenas, também temos a distribuição de alguns lotes de sesmarias que o rei de Portugal doou para os para os jesuítas e esses jesuítas trabalharam nessas sesmarias formando fazendas e uma delas é justamente a que deu origem ao território que nós nascemos como Camaçari”, disse.

O historiador ainda explica a diferença entre emancipação e fundação. “Em 1558 ele foi fundado no dia 29 de maio. E em 1758, no dia 8 de outubro de 1758, não foi 28 de setembro, nessa data foi apenas escrita Alvará Régio pelas autoridades que o rei Dom José I mandou para a Bahia para a fundação desta vila. Vila de Abrantes é a primeira vila indígena do Brasil que nasceu justamente nesse processo de mudança de política da coroa portuguesa com a forma com que eles tratavam os indígenas, que deixam de ser simplesmente, pessoas que foram catequizadas pela igreja e passam a ser súditos, ou seja, cidadãos da coroa portuguesa. Eles passam a produzir riqueza gerando excedentes, pagando impostos e por isso cidadãos. Então, a emancipação política nasce dentro dessa perspectiva, nesse contexto”, ressaltou.

Diego marcou presença no ato público de apresentação da carta-compromisso do meio ambiente, construída a partir de um coletivo, preocupado com as questões ambientais na cidade, realizado no último dia 18. “O meio ambiente está aí na ordem do dia, o país está pegando fogo, Portugal está pegando fogo, e sem preservarmos e respeitamos o meio ambiente, o que será de nós? O que será do nosso futuro? Do futuro dos nossos filhos, dos nossos netos? Então é preciso, agora, que nós paramos um tempo e possamos dar o devido respeito a essa pauta que é de suma importância para a vida e para a existência, não só a nossa que estamos aqui nesse presente, mas para aqueles que vêm no porvir”, pontuou.

O escritor também se posicionou sobre os crimes ambientais ocorridos onde Camaçari nasceu, Vila de Abrantes. “A especulação imobiliária vem se avançando, inclusive nós denunciamos essa especulação, essa expansão no nosso primeiro livro, que é do ‘Joanes ao Jacuípe: uma  história de muitas querelas, tensões e disputas locais’, porque nós falamos dessa expansão no presente e também falamos dessa expansão, óbvia que no outro contexto, no outro momento histórico, mas lá no final do século XIX. Fazemos inclusive um paralelo, então quem não teve acesso ainda e não leu o livro se atente nesses fatos, veja que nós falamos inclusive dessa expansão brutal que aconteceu e acontece em todo o nosso litoral a exemplo de Busca Vida”, concluiu.

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