O objetivo do grupo Gestão Ambiental, Construção Coletiva e OAB Subseção Camaçari, ao realizar um ato público para que os candidatos a prefeito da cidade, assinassem uma carta-compromisso com demandas urgentes do meio ambiente, foi cumprido. No entanto, o clima entre militantes, simpatizantes, apoiadores e candidatos, esquentou durante o evento, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (18/09).
Marcado para às 15h, o ato iniciou com mais de 30 minutos de atraso, e de candidatos a prefeito só estavam Cleiton Pereira (NOVO), Lázaro Rios (Lazinho) (PMB) e Oswaldinho Marcolino (MDB). Com a chegada do candidato do grupo da situação, Flávio Matos (União), por volta das 18h, iniciou uma movimentação para que o representante da oposição ao governo, Luiz Caetano (PT), se apresentasse a tempo no local, antes do encerramento do evento.

Com os atrasos, o candidato Lázaro Rios (Lazinho) se retirou do local, pontuando que era um desrespeito com os presentes, aguardar os seus adversários, já que a carta-compromisso já sido lida sem suas presenças. Cleiton Pereira também deixou o evento, após ter um pedido de fala negado, ao tentar também se posicionar contra o direito ao discurso dos retardatários, afirmando que eles estariam preocupados com outras pautas, e não com a do meio ambiente.
"O evento tomou um contexto que era debater, e foi o tempo inteiro foi debatido, até que eu entendi que seria uma falta de respeito até a mim mesmo, estar naquele lugar, um evento combinado há 20 dias atrás, e simplesmente os dois candidatos que figuram esta ideia de polarização, aonde na verdade essa polarização só existe por um motivo, que é o alto gasto com as estruturas que eles disputam no pleito eleitoral. Eu entendi que faltou da parte de ambos o compromisso e responsabilidade não só com a pasta do meio ambiente, mas também com o evento em si. Faltou respeito aos ambientalistas que estavam ali, as entidades representativas, faltou respeito até om a própria OAB que abriu suas portas para que a gente pudesse debater o assunto. Eles chegaram 18h, o evento já começou com 30 minutos de atraso, eu achei aquilo um desaforo, e eu não iria ficar lá para ouvir ladainha de seu Caetano e nem tão pouco do senhor Flávio Matos, porque se eles estivessem preocupação com o meio ambiente, eles estariam lá no horário", afirmou Lázaro Rios em entrevista ao Portal.
Ao iniciar sua apresentação, Flávio Matos foi interrompido pelos militantes do PT, que assistiam o ato. Por diversas vezes o presidente da OAB, Dr. Eduardo Requião, tentou acalmar os ânimos do público e fazer valer a ordem e o respeito, sem sucesso. O candidato do União Brasil ainda pediu que seu tempo fosse ampliado, por conta das interrupções, mas teve o pedido negado com a justificativa que aquele espaço “não era a TV Cultura”, disse o presidente da Subseção Camaçari.
Um princípio de confusão se instalou no auditório, e foi preciso a retirada de assessores dos candidatos do espaço, que se ameaçavam e davam a entender que iriam as vias de fato. Junto com sua equipe, Flávio Matos deixou o ato público, e em entrevista ao Portal criticou a gestão do seu principal adversário, Luiz Caetano, acusando que quando prefeito de Camaçari “não teve responsabilidade com o dinheiro público e envergonhou a cidade com corrupção”.
Luiz Caetano discursou para seus militantes, os organizadores do ato público, ambientalistas, advogados e para Oswaldinho Marcolino, que permaneceu no auditório. O candidato acusou a atual gestão do município de fazer um PDDU que não colabora com a preservação do meio ambiente, além de afirmar que pretende, se eleito, revisar novamente o documento.





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