Na manhã desta segunda-feira (02/09), aconteceu o primeiro debate político, realizado pela TV Bahia, e três candidatos à Prefeito de Camaçari, participaram. Luiz Caetano (PT), Flávio Matos (União Brasil) e Oswaldinho Marcolino (MDB), falaram de suas propostas, trocaram acusações e pediram voto.
Foi uma hora e meia de debate, mediado pelo apresentador Ricardo Ishmael, dividido em quatro blocos. Apesar do município ter seis candidatos disputando a preferência do eleitor, participaram apenas os postulantes de partidos, coligações ou federações, que têm representação mínima no Congresso Nacional prevista em lei.
Luiz Caetano foi o primeiro sorteado a responder uma pergunta da jornalista Gabriela Braga, sobre uma de suas propostas, que está em seu plano de governo, de integrar Camaçari ao metrô de Salvador, no entanto, só quem pode fazer essa expansão é o governo do estado, que não anunciou a realização dessa intervenção. “Eu construí um plano de governo com a participação da população, através do Diga Aí Camaçari, onde eu visitei todos os bairros e povoados, e o que o povo quer em cada canto, é que se faça a mudança, porque o governo de Elinaldo, juntamente com o candidato que ele apresentou para a população, deu as costas para o povo”, afirmou o petista.
Escolhido por Caetano para cometar sua resposta, Oswaldinho destacou que foi o primeiro candidato a prefeito de Camaçari a sugerir que o VLT chegasse até o município. “É claro que essa intervenção cabe ao governo do estado, mas é claro que um prefeito preocupado com o seu povo, vai em busca dessas parcerias, com o governo federal, com o governo estadual, para oferecer melhorias para a sua população. E logo depois de eu levantar essa proposta no início do ano [...] o governador Jerônimo anunciou que autorizou um estudo de viabilidade para que o VLT, que já estava autorizado a chegar até Simões Filho, pudesse ir até Camaçari”, pontuou.
Flávio Matos respondeu a pergunta do jornalista Alan Oliveira, que comentou sobre a saída da Ford de Camaçari, sobre as acusações da oposição de que seu grupo “assistiu” o fechamento da empresa de forma passiva, questionando qual seria sua proposta para o problema do desemprego no município. “Reindustrialização, e sobretudo geração de emprego e renda, serão certamente o foco do nosso governo. O nosso adversário, o candidato Caetano, fala como se nunca tivesse sido prefeito, parece que nunca teve a oportunidade de governar a cidade, foram 12 anos do seu mandato, mais quatro de seu sucessor. Jamais interferiu, ou se quer investiu, em uma nova matriz econômica, aproveitou a arrecadação dobrada de 2006 e simplesmente aparelhou a prefeitura, desistiu de investir na população a criar alternativas, não investiu um centavo no turismo, abandonou a nossa orla, não teve uma obra estruturante apresentada”, destacou.
No segundo e terceiro blocos, os candidatos fizeram perguntas entre si, com temas livres e também sorteados. Durante as respostas, eles trocaram acusações e pediram direito de reposta, onde a grande maioria foi negado pela direção do programa.
O quarto bloco foi voltado para as considerações finais. Caetano iniciou chamando Flávio Matos de desequilibrado. “Ele se estressa, fica querendo com palavras bonitas enganar nossa gente, nosso povo, diferentemente da minha posição. Já fui prefeito da cidade, secretário de estado, eu tenho experiência, e no primeiro dia que eu sentar na cadeira e pegar a caneta de prefeito, eu vou começar a fazer a mudança que Camaçari precisa. Sei que meu povo está angustiado e sofrendo muito, mas nós vamos fazer essa mudança, vamos juntos construir essa mudança em Camaçari. E observe que eu não estou sozinho nessa caminhada, estou alinhado com o governador Jerônimo Rodrigues, que teve sábado participando de nossa caminhada que foi um espetáculo, foi um sucesso e o povo todo se juntou a nós”, exaltou.
Em seguida Oswaldinho afirmou que em uma eleição de dois turnos, “e a esmagadora maioria do eleitorado rejeitando" os seus dois adversários, existe a possibilidade de ele ser eleito no primeiro turno, acabando assim com a “panelinha” dos dois grupos. “Para isso basta que os eleitores, que tenham indicado não votar neles, são 75%, votem em mim, podemos resolver isso já no primeiro turno. Nocaute duplo no primeiro turno das eleições. Fico muito feliz de ter apresentado minhas propostas, no meu governo todos os secretários serão de Camaçari, e a maioria deles serão servidores de carreira, com vasta experiência no serviço público, e é com eles que eu vou governar”, declarou.
Flávio encerrou o debate afirmando que os seus adversários eram “mais do mesmo”. “Um [Osvaldinho] sempre foi secretário, tomado pelo poder e tem seu líder que o envergonhou com malas de dinheiro. A única diferença do meu adversário do lado de cá [Caetano] é porque esse nos envergonhou com dinheiro em caixa de sapato. Nós precisamos gente, de um prefeito que cuide da cidade, que não se envolva em escândalos de corrupção. Eu tenho a vida limpa, sempre fiz propostas para o futuro que assim posso fazer. Nós temos a credibilidade dada pelo povo de ser o vereador mais votado em 2020, as pessoas me conhecem, me respeitam, e não me hostilizam como fazem com meu adversário. Meu adversário se preocupa apenas com o plano único e exclusivamente de poder, que mata, que aniquila lideranças, que não permite ninguém crescer”, saleintou.





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