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Camaçari

Conheça a curiosa história do corredor de Abrantes, Fábio Fernandes

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Uma paixão de criança, que se tornou um hábito saudável de vida. Em entrevista ao Portal, o atleta de corrida e morador de Vila de Abrantes, Fábio Fernandes, contou que depois de concluir uma prova de rua, em um evento realizado no bairro do Itaigara, em Salvador, há mais de 20 anos atrás, onde ganhou troféu e medalha, não parar mais.

Segundo Fábio, que tem 51 anos, nos 365 dias de 2023 ele correu. “É difícil você ter um tempinho para correr todos os dias do ano. Mas não era nenhum compromisso. Eu poderia correr de manhã, de tarde ou de noite, 1 km, 10 km, 50 km. Então, a corrida pra mim não pode ser uma obrigação. Enquanto não tiver tirado meu sono, for prazeroso, eu faço”, salienta.

Para o atleta amador, um dos maiores prêmios da corrida, são as amizades que já conquistou nessas mais de duas décadas e só no ano passado foram 2.555 quilômetros percorridos. “Mas não era a minha meta. A meta era 3.650, que daria uma média de 10 km por dia. Não consegui atingir, por isso eu vou continuar esse ano. Tem 365 dias para correr de novo. Vou correr dois anos seguindos. Agora vai ser para 13 km por dia para poder no final dar os 10 que eu queria do ano passado”, exaltou.

O corredor não escolhe tipo de prova, para ele o importante é estar em movimento. “Eu gosto de todas as corridas, 5, 10, 15, 30 km. Mas longas distâncias, ultras maratonas, é que eu sou apaixonado. Eu gosto de 42 km para cima, 50, 75. A de 100 é a minha corrida alvo de todos os anos. Fiz a de Pernambuco que é a do frio, é nossa, é nordeste, é de Lula Holanda, um queridão, é um ultra também. Ele organiza essa corrida há muitos anos e eu tive o prazer de ir lá no 100 km do frio, saindo de Garanhuns até Caruaru. E também tem o contrário, o Back To Back, como ele chama, que faz o percurso contrário de Caruaru. Já fui para Brasília também, corro os 100 km dando a volta no Lago Paranoá, foi muito bom também”, pontuou.

Uma curiosidade do estilo de corrida de Fábio, é o fato de correr descalço. “Divide as opiniões. Muitos profissionais não gostam. Tem gente que acha que no futuro eu vou me prejudicar. Mas, na velhice todo mundo vai sentir, quem corre e quem não corre, quem corre de tênis, ou descalço. Todo o mundo vai ter problemas de joelho, de coluna, seja o que for. Eu tenho 9 anos correndo descalço, esse ano é o meu 10º ano e lesão zero. Nunca mais eu tive nenhuma lesão muscular, óssea, nada, tendão, isso correndo descalço”.

E a preparação do corredor antes das provas também não é restritiva ao extremo. “Eu como de tudo, só não exagero, não como besteira. Não é regrado, não tenho acompanhamento nutricional. Eu estudo, eu pesquiso, eu experimento. Eu costumo dizer que sou a cobaia das minhas experiências. Eu mesmo que experimento tudo e vou vendo o que é bom pra mim, e pode não ser uma coisa boa para outras pessoas. Então, cada um vai se adaptando. É bom você ter um profissional que te acompanha, um grupo pra te incentivar”, explicou.

Fábio destaca que já foi guia de atletas com deficiência visual e que a paixão pela corrida é tamanha, que não participa das provas para ganhar. “Eu já guiei uns 6,7 deficientes visuais entre homens e mulheres, casal. Já guiei 2 ao mesmo tempo. Gosto muito também de ser guia. Se a pessoa não tiver visão nenhuma, comigo consegue correr. As vezes eu nem estou inscrito na corrida, os organizadores já me conhecem, existe até um termo quando um corredor não tá escrito, que é 'pipoca'. O pipoca é mal visto porque ele pega água, ele quer medalha, ele bagunça a corrida. Mas existe também a pipoca que não faz mal nenhuma à corrida, não atrapalha, pelo contrário, ajuda”, finaliza.

Para conhecer mais a história de Fábio, que também corre fantasiado em homenagem a personalidades que marcaram a sua vida, é só acessar o perfil dele no Instagram @sucodocoroa.

 

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