Manifestações, gritaria, empurrões e agressões verbais, marcaram a 31ª Sessão Ordinária, realizada na manhã desta quinta-feira (14/12), na Câmara Municipal de Camaçari. Toda movimentação na Casa Legislativa aconteceu por conta da votação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável (PDDU-S) 2023 e da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2024.
Na plenária, grupos a favor e contra a aprovação dos documentos, trocavam acusações, quando a sessão precisou ser interrompida pelo presidente em exercício, vereador Niltinho (PSDB), devido a invasão de manifestantes [contrários as matérias] que empurraram os seguranças da Casa e chegaram a mesa diretora. A polícia precisou ser acionada para acalmar os ânimos. “Estamos aqui para garantir a integridade física de todos, tanto dos manifestantes, quanto dos integrantes da Câmara. No momento que chegamos aqui, o pessoal já tinha ocupado a parte de cima do plenário, e vamos atuar no sentido de conduzir as coisas da melhor maneira possível”, ressaltou o Capitão da PM Lelis.

A favor da aprovação dos documentos, o vereador Vaninho da Rádio (União), descreveu a manifestação como um ato de “política partidária acirrada”. “Anteciparam a campanha. A Lei do PDDU que foi discutida em 2008 e que eles aprimoraram em 2010, tornando área urbana onde era rural. Temos um mapa que mostra que Caetano fez isso para atender a MRV, Alphaville de Abrantes e outros empreendimentos daquela época, nós tiramos uma tangente dessa área e transformamos em rural. Eles estão mentindo para o povo que agora a gente tem que aplicar o IPTU, mas na verdade tem uns anos de carência e o Ministério das Cidades está impondo ao governo municipal a aplicar o IPTU nessas áreas que desde 2010 são áreas urbanas, feitos por eles. Estão aproveitando esse momento pra fazer proselitismo político”, exaltou.
Devido a impossibilidade de dar continuidade a apreciação das matérias, os vereadores decidiram suspender a reunião para tentar entrar em acordo com os manifestantes. Não entrando em consenso, os parlamentares encerraram a reunião em plenário e recomeçaram meia hora depois de forma online, o que não agradou o grupo de oposição.

Para o vereador Dentinho do Sindicato (PT), a decisão não foi democrática. “Foi cancelada uma sessão com a participação efetiva da população, para fazer uma sessão virtual, não concordamos com isso decidimos não participar da sessão”, disse em vídeo, ao lado dos vereadores Tagner (PT) e Vavau (PSB), após combinar com os manifestantes.
Mesmo com todo contratempo, todas as matérias em pauta foram aprovadas nessa que foi a última sessão ordinária, do segundo período legislativo de 2023. A Câmara só deve realizar agora, sessões extraordinárias, caso suja a necessidade de apreciar alguma matéria de urgência.

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