O Portal conversou na manhã desta terça-feira (31/10), na Câmara Municipal, com o vereador Tagner Cerqueira (PT), que foi eleito recentemente vice-presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Na oportunidade o parlamentar falou sobre eleições municipais em Camaçari, onde defende o nome de Luiz Caetano, de Salvador e Candeias.
Sobre Camaçari, Tagner pontuou que a oposição vive um bom momento. “A cidade compreende que nosso grupo político tem condições de governar esse município. Nosso presidente Lula fez ontem um ano de eleito, e nós já percebemos a mudança que acontece no Brasil. Aqui em Camaçari já temos o anúncio de duas fábricas, ontem o governador Jerônimo anunciou uma de mil empregos, já tem a BYD de cinco mil empregos, então a gente já começa a enxergar um novo boom nos próximos três, quatro anos. Aí o eleitor começa também a organizar as ideias, pensa ‘poxa, qual o grupo que mais está alinhado com o presidente Lula e com o governador Jerônimo’, obviamente que é o grupo do Partido dos Trabalhadores. Mas ainda não definimos se é Caetano, Ivoneide, Tagner ou Márcio Neves”.
Questionado o porquê a decisão ainda não foi tomada, Tagner disse que “Caetano quer vencer a primeira etapa conversando” e que não existe pressa para o anúncio do nome que vai disputar o Poder Executivo Municipal. “Agora eu particularmente, defendo, quero e acredito e estou trabalhando para que seja o nome de Luiz Caetano, porque essa é uma máquina muito grande, que está com o endividamento muito alto, chega a R$ 900 milhões de reais a dívida do município, com dois empréstimos que começam a ser pagos no próximo ano, um endividamento histórico e que aumentou nesta gestão. No governo de Ademar deixamos com um percentual, mas aumentou e muito, e a gente quer uma figura, um prefeito com experiência, para cortar o que está de errado nesta máquina. A Prefeitura é forte, tem muito dinheiro, mas não podemos ter desperdício da gestão pública, então Caetano reuni essas experiências”.
Para Tagner o problema da administração municipal é que “deixou de ser investimento e está em manutenção”, em sua opinião. “Nós temos que investir, por exemplo não tem um novo posto de saúde e uma escola construída, não tem investimentos na área da educação, de saúde, foi mantido o que tinha aí, só que a cidade cresceu e vai crescer mais, e precisamos ter uma figura que tenha comando, que tenha experiência, que suba em primeiro de janeiro, e tome decisões, não fique consultado A ou B. Elinaldo por exemplo, passou muito tempo para dominar a máquina, e nesse período muita gente dominou por ele”, afirmou.
Tagner ressaltou ainda que apesar do que acredita e defende, não existe disputa fácil nas eleições de 2024. “Toda eleição é polarizada, principalmente em Camaçari. É óbvio que estamos percebendo o sentimento da cidade. Em 2016 tinha certeza da vitória de Elinaldo, e minha mãe falava ‘você sempre dizia que Caetano iria ganhar’ e é claro que não poderia dizer que ele iria perder, é como agora, é só entrar no Uber, na padaria, na Igreja, em cada canto se puxar o assunto política, o pessoal fala que quer Caetano e com isso não estou dizendo que ele é unanimidade dos votos, mas está muito bem”, exaltou.
Em relação as eleições na capital, o parlamentar pontuou que o partido entende que a sigla precisa ter um nome para disputar a Prefeitura. “A gente teve sempre presença política muito forte em Salvador com Valter Pinheiro, Nelson Pelegrino, chegamos até a ir para um segundo turno entre ACM Neto e Pelegrino, e de lá para cá estamos perdendo a presença em Salvador. É preciso reconstruir um nome, uma nova liderança, e o deputado Robson segue esses critérios, essa avaliação de a gente recomeçar, de ter um 13 nas urnas e o nome do Partido dos Trabalhadores. Obviamente que fazemos parte de um conselho político. O governador Jerônimo tem outros partidos na base, com outras candidaturas, e acredito que deveremos chegar unidos na eleição”, declarou.
Sobre notícias divulgadas no último domingo (29/10), de um confusão durante uma plenária do PT no município de Candeias, Tagner salientou que não tinha nenhum veículo de imprensa no local, e que tudo não passou de um debate de ideias. “As informações passadas para a imprensa regional, não foram verídicas. Todo encontro do PT é movido de debates, nosso partido é isso, de construção, e eu estava lá como dirigente do partido, como vice-presidente e não como vereador, tinha autoridade para estar ali e a deputada Ivoneide estava porque foi votada na cidade. Lá temos uma celeuma, um problema que fomos tentar ajudar a resolver, que é a definição do nome da companheira Marivalda, que é a atual vice-prefeita, como nossa pré-candidata a prefeita. Parte do partido lá tem um outro entendimento, que tem que continuar na base do prefeito Pitágoras do PP, até o próximo ano e nós defendemos que não”.
A recusa em relação ao nome de Pitágoras é por conta da posição política dele nas eleições para o governo do estado no ano passado. “Ele coordenou a campanha de ACM Neto, então compreendemos que o PT não deve continuar na base desse governo, já que a gente tem uma candidatura, que diga-se de passagem lidera as pesquisas em Candeias, que é a companheira Marivalda e não ficar um pé dentro, um pé fora. Defendemos que o PT de lá anuncie que ela é a nossa candidata a prefeita. Então teve esse debate, o calor das emoções é normal, nada mais do que debate. Isso é do PT, a nossa história é de um partido que não tem dono, quem elege é a militância, e lá tem várias forças políticas, a que defende Marivalda e a que não defende. Então, o que de fato aconteceu foi isso”, finalizou.





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