A EMI (pertencente à Universal Music) terá que pagar R$ 150 milhões aos herdeiros do cantor e compositor João Gilberto, agora que a 14ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro homologou um laudo pericial produzido em fevereiro para definir o tamanho da indenização a ser recebida pelo espólio do artista, morto em 2019.
O documento, chancelado nesta terça-feira (17) pelo desembargador Adolpho Mello Júnior, relator da ação, foi o quarto produzido no âmbito da causa, que começou há 27 anos, depois que a EMI alterou a mixagem de gravações clássicas do cantor e compositor para relançá-las em CD.
O laudo anterior sugeria que a reparação deveria ser de apenas R$ 13 milhões, mas a defesa da família de João Gilberto, pouco após a morte dele, denunciou à Justiça que a EMI teria fraudado o cálculo: o montante teria sido indicado pela própria gravadora e apenas assinado pelo perito do caso.





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