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Camaçari

Cidade do Saber recebe festival de dança nesta quinta (12)

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O complexo Cidade do Saber receberá, nesta quinta-feira (12/10), a 5ª edição do Festival de Dança Arte Metropolitana, que reúne duas oficinas e três performances, todas com entrada gratuita. O evento é correalizado pela Prefeitura de Camaçari, através da Secretaria da Cultura (Secult).

 

Às 15h, acontece a "Oficina de dança e performance numa perspectiva cênica e coreográfica", ministrada por Vagner Cruz (SP) e Odete Machado (SP). E às 17h, será promovida a "Oficina de carimbó e boi de quilombo", com o coreógrafo manauara Wilson Júnior (AM), representante da Instituição Arte Sem Fronteiras e do Boi Garantido de Parintins. As atividades acontecem na sala de dança da Cidade do Saber, sendo ofertadas 30 vagas para cada. As inscrições devem ser feitas pelo link.

 

Já no Teatro Cidade do Saber (TCS), a partir das 19h, acontecerão as performances. Primeiro, estará no palco o solo "Exu dos caminhos", da artista Odete Machado (SP); seguido de "Fim da vagabunda", de Vagner Cruz (SP); e "O amor ao tempo entre lugares", também de Odete Machado (SP), com música incidental, ao vivo, criada pelo músico Carlos Costa. Os trabalhos refletem sobre a periferia do centro de São Paulo e o universo LGBTQIAPN+. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria, uma hora antes do início das apresentações.

 

O Festival de Dança Arte Metropolitana acontece na Região Metropolitana de Salvador (RMS) desde 2018 e tem como objetivo a difusão do segmento e dos artistas locais, estaduais, nacionais e internacionais nos municípios que circundam a capital baiana.

 

Confira abaixo mais informações sobre os artistas:

 

Vagner Cruz

Natural de Salvador, trabalha e reside em São Paulo há 18 anos, onde trabalhou com Ismael Ivo, Maurício de Oliveira, Fernando Lee, Bia Lessa, Claudia de Sousa, João Andreazzi, Ivaldo Bertazzo, Bergson Queiroz, Gal Oppido, Renato Vieira, Marcelo Denny e Denise Stoklos.

 

Odete Machado

Intérprete e criadora na Cia. Odete Dança, iniciou na Mostra Danças Breves, da Ocupação Cerco Coreográfico Âmbargris, na Fundação Nacional de Artes (Funarte) de São Paulo. É gestora cultural da Passagem Literária da Consolação desde 2005, tem formação em Fisioterapia com pós graduação em Dança e Consciência Corporal. Já participou do curso de especialização em "Laban - Arte do Movimento: No Brincar e Na Arte", curso e workshop de dança "Introdução ao Movimento das práticas Orientais", "Oficina de Butoh-Ma", e residência artística "Dança Arte do Movimento".

 

Wilson Júnior

Formado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mestrando do curso de Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilson Júnior vem representando o Amazonas com grandes trabalhos de projeção da cultura popular do Norte do Brasil. No currículo, traz apresentações construídas para os festivais Toronto Brazilfest, no Canadá; Festival da Cultura Brasileira, na Áustria; e a participação como oficineiro no Internacional Samba Congress, em Los Angeles (EUA).

 

Carlos Costa

Reside em São Paulo há 45 anos, com envolvimento artístico há mais de 25, tendo formação musical autodidata. Participou de grupos musicais, fazendo shows pelo Brasil e gravando material fonográfico. Também produziu eventos em bares, lojas de discos e de livros.

 

Confira abaixo as sinopses das performances:

 

Exu dos caminhos

Consiste em uma dança performance onde aborda o corpo vivo respondendo ao corpo das ruas, nas entrelinhas da cidade, a relação com trajetos, arquiteturas, o dançar agora, a ancestralidade dos encontros para se abrir a imaginação. Exu da rua dos encontros, do "entre o meu Exu o seu Exu", orixá do movimento, por muitos confundindo com o diabo. Fala sobre Exu como um mensageiro dos deuses, correio dos orixás, da comunicação, senhor dos caminhos, ligação entre o mundo material e espiritual.

 

Fim da vagabunda

Performance em dança livremente inspirada no universo LGBTQIAPN+ das ruas da região central de São Paulo.

 

O amor ao tempo entre lugares

O processo de investigação da performance surgiu no período da pandemia, momento onde os corpos das pessoas encontraram-se em total isolamento, trancados em casa. Reflete sobre a impermanência das coisas, do tempo e sobre o que fazer com esse tempo. Busca o resgate do amor ao tempo, a escuta do corpo, intimidade de ficar com sigo mesmo. Questiona o que isso causa e como lidar com tais emoções. Veio, então, ao pensamento da artista, a necessidade do próprio corpo buscar um olhar poético para diferentes lugares da cidade, se reinventar através das frestas num processo investigativo, escritas à deriva nas ruas de São Paulo, grafias urbanas, encontros com a arquitetura, pixos, palavras, frases, um olhar atento para o que a rua diz, a constante mudança, o que estava ali e já não existe mais.

 

Busca nas horas do amor ao tempo um ritual, o bordar tais palavras encontradas na solidão da cidade vazia, transformar o processo em uma nova experiência para um corpo resiliente, transformar o sofrimento em criação, bordar, se alinhavar em pedaços de pano, buscar a ancestralidade, ir ao encontro da imaginação, memórias, caminhos.

 

O bordado tem uma trajetória, o ideal de feminilidade está em constante movimento, que também é um modo do corpo existir, corpo poético e político. Um processo que no pós-pandêmico foi se transformando com a feitura dos ajuntamentos de ideias, figurino, música, conexões, experiências possíveis para a construção do corpo em um solo de dança.

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