O Sindicatos dos Professores e Professoras da Rede Pública de Ensino de Camaçari (Sispec), participou do desfile cívico em comemoração aos 265 anos do município. O Portal conversou com a presidente da entidade, Sara Santiago sobre as últimas conversas entre a categoria, que ainda está em campanha salarial, e o governo municipal, após um mês de greve.
Segundo a presidente, a direção do sindicato foi recebida pelo chefe do executivo, Elinaldo Araújo e a secretária de Educação, Neurilene Martins, logo que a greve foi encerrada por decisão da justiça. “Foi uma reunião para tratar do calendário de reposição, onde nós colocamos algumas demandas da categoria, que ainda não estão resolvidas. As nossas pautas permanecem as mesmas, porém nós estamos tentando sinalizar quais são os avanços que nós estamos tentando conquistar por hora. O prefeito reconhece que nossa luta é legitima. Nesta semana solicitamos mais uma mesa com alguns pontos para serem sanados, porque eu disse na reunião que os problemas existem, nós precisamos elencar quais são os problemas, e ver as possibilidades de resolver cada um deles, dentro da educação”, pontuou.
Para Sara Santiago, a mesa de negociação deve ser permanente. “Isso faz parte de um processo democrático, republicano, com uma entidade de classe, que é o sindicato e a Prefeitura de Camaçari. Os dois lados precisam sentar e tentar resolver os problemas, que não são exclusivos dos professores, eles fazem parte da comunidade, do povo, e quando as duas partes compreendem que necessitam conversar para resolver, e é aí que está o ponto, tem que ter um diálogo para se resolver, porque quem vai ganhar é toda uma sociedade”, salientou.
Ainda de acordo com a presidente, as demandas da categoria estão acumuladas. “Nós estamos com um problema sério na tabela de vencimento, e o sindicato entende que não é possível resolver de um ano para o outro, o que a gente pode tentar agora é diminuir, fazendo o que se pode no momento. Além dele tem a questão da alimentação e do transporte. Temos os avanços que mudam a letra e o número no contracheque, mas o valor permanece o mesmo, o prefeito insistiu que não, mas fiquei de levar contracheques para mostrar para ele, que está mudando de nível, mas não está refletindo no salário, porque o avanço está de acordo com o percentual no salário. Eu espero que assim que eu demonstrar para o prefeito de fato o que está acontecendo, ele compreenda e faça o que é de direito do professor e do servidor”, disse.
Sobre o mês em que pararam as atividades por conta da greve, ela explicou como vai funcionar a compensação. “Nós temos aí a devolução do dinheiro descontado, vai sair o calendário de reposição, publicado no diário oficial. O professor precisa cumprir a reposição dessas aulas, e por isso não há a necessidade de manter os descontos em seus salários. E se o prefeito manter os descontos, não tem como o professor repor. Se for devolvido o valor o professor se compromete a repor as aulas. O diálogo é importante em qualquer contexto da sociedade, se não existe diálogo não chegaremos a lugar nenhum. O enfrentamento é importante também, porque através do debate a gente constrói”, finalizou.





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